7 May 2026
Eduardo Costa*
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Pensei com os meus botões: não restam dúvidas de que algo temos vindo a fazer de bem feito. Nas escolas, na educação em casa, na comunidade que envolve as crianças.
Temos de ficar surpreendidos. O que ouvíamos falar desde há décadas, timidamente, hoje entranha nas raízes. Quantos de nós naquele tempo mostravam preocupação intensa com o meio ambiente, com a poluição? Poucos.
Falo com crianças de oito ou nove anos. São elas que nos dizem preocupadas com a poluição. “Porque não prendem todos os que matam árvores?” Foi a resposta de uma criança quando lhe explicava que a poluição do ar era combatida pelas florestas. E foi ela (pasme-se!…) que me disse que as estavam a matar! E mostrando não compreender porque não se fazia nada para impedir essas pessoas “muito más” destruíssem a nossa floresta. Mas, o rosto da criança com quem conversava era de preocupação. De testa franzida e rosto fechado.
Pensei com os meus botões: não restam dúvidas de que algo temos vindo a fazer de bem feito. Nas escolas, na educação em casa, na comunidade que envolve as crianças.
Vem-me ao pensamento aquele guia turístico, com o motor do barco a roçar em qualquer coisa. “É o maldito plástico! Os peixes já do de viveiro, tínhamos tantos pescadores e nos restaurantes não faltavam pratos de peixe acabadinho de pescar!”
Estas conversas que gosto de manter com as crianças, para aprender o que nos espera e para os nossos filhos e netos. Tudo indica que, com a sua consciencialização, vai ser muito melhor neste capítulo.
* jornalista, presidente da Ass. Nac. da Imprensa Regional
(Esta crónica é publicada por cerca de 50 jornais)