1 Oct 2026
> Bruno Costa (PS)
Recentemente, o Comendador António Rodrigues, fundador do Grupo Simoldes, aquando da celebração de mais um aniversário do Centro de Línguas de Oliveira de Azeméis, afirmou que “temos de estar adaptados ao mundo”. Fiquei a pensar na simplicidade de um testemunho de quem chegou tão longe em contextos tão complexos.
Passados alguns dias, ao ler a taxa de execução do Parque Urbano que vai na ordem dos 70%, voltei a recuperar essas palavras. A demora está a criar alguma inquietação e descrença. E esta agitação significa que este projeto é algo que faz falta e por isso é muito necessário e aguardado.
Antes de empreender temos de compreender. Na altura da discussão em Assembleia Municipal deste projeto, foi o PS a avançar para a sua rápida e firme aprovação, por ter essa compreensão da urgência da sua necessidade e pela concretização de um compromisso eleitoral. Para o PSD legitimamente haveriam outras prioridades. As obras em política têm dois tempos: o tempo da decisão e o tempo da execução. Para o PS aquele foi o tempo da decisão. Imagine-se, sabendo agora o tempo desta execução, se ainda se acrescentassem mais anos à decisão.
Os tempos de execução, fruto de circunstâncias várias, são longos, às vezes mais longos do que desejávamos. Mas os tempos da decisão com este Executivo têm sido tempos definitivos e curtos. Se estas obras estão em andamento, é porque tiveram um ponto de partida nessa aprovação, no âmbito de uma cidade que está a crescer e que não se quer transformada em ilha urbana, para mais num contexto de alterações ambientais.
Adiar decisões fez-nos perder oportunidades como foi o caso das redes de água e saneamento. Estão agora a ser recuperadas e será com este Executivo que estas redes estarão na média nacional. Temos de estar adaptados ao mundo e o tempo deu-nos razão. O futuro já está decidido e em realização.
* Membro da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista