13 May 2026
Comparação do ensino no Estado Novo e o atual
No séc. XX, a taxa de analfabetismo em Portugal era elevada, havendo uma percentagem maior nas zonas rurais, como o caso de Oliveira de Azeméis.
O ensino servia para formar cidadãos obedientes e alinhados com os valores conservadores, ‘Deus, Pátria, Família’.
Com um ensino tradicional e de memorização, na altura do Estado Novo, o ambiente escolar era rigoroso e com uma disciplina rígida, recorrendo muitas vezes ao uso de palmatórias e castigos físicos.
O seu acesso era limitado e a escolaridade obrigatória era curta onde, muitas das vezes, os alunos só faziam a quarta classe, onde os conteúdos ensinados, especialmente em áreas como história e política, eram limitados devido à censura. O ensino superior era acessível a uma pequena elite. A educação das raparigas era, muitas das vezes, direcionada para papéis domésticos.
Ensino nos tempos que correm
Já nos dias de hoje, a educação é orientada por princípios democráticos, onde o pensamento crítico, a cidadania e a igualdade, e a liberdade de expressão são promovidos.
Os programas do ensino não estão sujeitos a censura e os programas são mais amplos e plurais, permitindo diferentes perspetivas e debate, e existe uma maior diversidade de métodos: trabalho de grupo, uso de tecnologia, participação ativa dos alunos e incentivo à criatividade.
Atualmente, o ensino obrigatório é até ao 12º ano e o seu acesso é gratuito e universal, com uma maior inclusão social. Existe uma maior de género, assim como políticas de inclusão para alunos com necessidades especiais, ou de diferentes origens.