15 Sep 2026
O campeão de Meio Fundo, João Oliveira, seguido da dupla campeã Miranda & André, com o campeão de Fundo Rui & Paulo Ribeiro, e o campeão de Velocidade, Manuel Sousa Silva (da esq.ª para a dir.ª)
Columbofilia>José Miranda e André Moreira são dois apaixonados pela columbofilia
A Sociedade Columbófila de Macieira de Sarnes assinalou o fecho da época com a consagração da dupla Miranda & André. A equipa, de sogro e genro, confessa-se apaixonada por esta modalidade, fala do trabalho diário que os atletas exigem e olha para o futuro da columbofilia com alguma desconfiança, pois não vê chegar ‘sangue novo’.
Este foi um ano de ouro para a dupla Miranda & André que, além de ter sido campeã na Sociedade Columbófila de Macieira de Sarnes, conquistou também o título maior nas coletividades de Cesar e em Carregosa, sendo estas as três columbófilas onde competiram este ano,
“Correu-nos bem e fomos campeões nas três”, começou por salientar José Miranda, em declarações na Azeméis TV. A dupla, composta por sogro e genro, começou em 2022 a competir com borrachos e a partir de 2023 começou a concursar. Em 2024, a dupla conquistou o primeiro título na Sociedade Columbófila de Cesar e em 2025 estreou-se na columbófila de Macieira de Sarnes com a conquista do título de vice-campeão da Geral.
Estes são dois apaixonados pela columbofilia que se juntaram e se ajudam para continuarem a participar na modalidade que tanto defendem. “O meu genro é um apaixonado pela columbofilia e eu também sou. Como ele trabalha longe e não pode durante a semana, e só vem a casa ao fim de semana, eu ajudei-o e começámos assim a concursar. Temos tido sorte e tem corrido bem”, analisou José Miranda, que olha para o futuro da modalidade com algum receio e tristeza. “A columbofilia está muito em queda. Os mais jovens não estão a aderir à columbofilia, a média de idades é um bocado alta, os mais velhos vão morrendo, vão havendo desistências. Já há alguns anos que não há um columbófilo a começar de novo”, lamentou o columbófilo.
A columbofilia surgiu na vida de André Moreira quando este era ainda uma criança nos seus primeiros anos de vida e por influência de um tio, que tinha pombos. “Aí nasceu a minha paixão pela columbofilia e aos quatro ou cinco anos já tinha pombos e continuei sempre”, explicou André Moreira, defendendo que este é um “desporto de família”, em que todos os da casa ajudam na limpeza dos pombais e no tratamento dos atletas.
A columbofilia é uma paixão para esta família, mas a atividade desportiva tem de ser conciliada com a atividade profissional de ambos e isso impede que dispensem tanto tempo com a columbofilia como gostariam. “Nós gostávamos de soltar de manhã e à tarde, tanto os machos como as fêmeas. E devemos ser os únicos, entre os que conseguem títulos, a soltar só de manhã. Isto por falta de tempo, porque tenho o meu negócio”, explicou José Miranda, defendendo que “é preciso equilibrar a nossa vida profissional com a columbofilia”.