Onde se formam cidadãos empáticos e conscientes

Concelho

Ana Vasconcelos, uma das responsáveis pelos infantes e cadetes, no momento do corte do bolo, cortou o mesmo com um dos materiais mais utilizados pelos bombeiros, o machado

> 21º aniversário da escola de infantes dos BVOAZ

A Escola de Infantes dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis abriu portas há 21 anos. Hoje conta com cerca de 21 alunos, estando estes divididos entre infantes e cadetes, com idades compreendidas entre os seis e 16 anos.

Assinalou-se no dia 11 de abril mais um ano de atividades, numa cerimónia que contou com a presença de alunos, instrutores, famílias e o corpo de bombeiros local. Durante a cerimónia, foram investidos novos infantes e cadetes, “desafiados a escrever os próximos capítulos desta história”.

Missão para e pelas crianças e os jovens
António Justino, comandante da corporação de bombeiros, referiu que a escola nasceu com a missão de “contribuir para o desenvolvimento pessoal e social das crianças e jovens do concelho”, no âmbito da participação da corporação na Comissão Alargada de Proteção de Crianças e Jovens de Oliveira de Azeméis. A cidadania, solidariedade, respeito, espírito de união e ajuda ao próximo tornaram-se pilares fundamentais desta iniciativa, alinhados com o lema que orienta a instituição: “Vida por Vida”.

Construir o futuro da humanidade
“É um gosto enorme, porque estamos a criar o futuro. Independentemente destes pequenos serem bombeiros mais tarde, ou não. Mas vão ser pessoas, vão ser adultos”, afirma Ana Vasconcelos, uma das responsáveis pela escola de infantes. Para além de ensinarem as várias técnicas que os bombeiros utilizam no seu dia-a-dia, na escola os alunos também aprendem a viver em comunidade e a tornarem-se “adultos responsáveis. Sejam civis que saibam atuar caso seja preciso”. Mas, e acima de tudo, que se tornem adultos empáticos e saibam ajudar o próximo.
"É em cada um de vocês que depositamos a responsabilidade do nosso amanhã", reconhece João Pinho, presidente dos bombeiros de Azeméis, dirigindo palavras de reconhecimento a todos os presentes. Destacou ainda o “papel central dos jovens no futuro da escola e da comunidade., sublinhando a resiliência e disponibilidade dos Infantes e Cadetes”.
“A escola tem como missão promover competências essenciais ao crescimento pessoal dos jovens”, acrescenta António Justino. Entre essas encontra-se a autoestima, a tomada de decisões, o sentido de responsabilidade, “bem como o conhecimento dos direitos e deveres, são algumas das áreas trabalhadas ao longo da formação”.


Desde pequenino a aprender a cuidar
Mafalda Pinho e Mariane Tábuas já são cadetes e estão na escola há cinco e oito anos respetivamente. Já Nuno Amorim e Leonardo Valério são infantes e encontram-se na escola há um ano e três anos, respetivamente. Todos tiveram conhecimento da escola de infantes através de palestras a que assistiram, quer na escola, centro lúdico e durante campos de férias.
Mafalda Pinho afirma que estar na escola de infantes “é qualquer coisa de espetacular, porque nós aqui sabemos um bocadinho de tudo o que é que os bombeiros fazem”, e confessa que, um dia, gostaria de ser bombeira profissional. Já Mariane Tábuas, se não seguir a carreira de bombeira, gostaria de ir para a área militar, no entanto, quando ouviu uma palestra no centro lúdico, gostou. "Vim cá e continuo”, afirmou- 
De infantes, quer o Nuno quer o Leonardo também gostam dos treinos da escola. Nuno Amorim confessou que o seu “treino próprio não é o melhor, por isso vim cá para ganhar mais força”, e que um dia gostaria de ser bombeiro. Tal como a Mariane, também Leonardo Valério pretende “ser bombeiro ou militar algum dia”.

Os instrutores são os pilares
O trabalho dos instrutores foi amplamente elogiado, sendo-lhes “atribuído o mérito pelo nível de excelência que a escola mantém”, como refere João Pinho. Reconheceu-se igualmente o “apoio permanente do corpo de bombeiros, destacando o esforço e dedicação diários de toda a estrutura”. As famílias dos infantes e cadetes não ficaram de fora, e João Pinho agradeceu “pelo acompanhamento e confiança depositada na instituição”.

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