19 Mar 2026
Filipe Rodrigues*
Opinião Política > Filipe Rodrigues
Na edição anterior referi que o fim do TUAZ representou um claro retrocesso na mobilidade da cidade de Oliveira de Azeméis. Mais do que um simples meio de transporte, tratava-se de uma ferramenta importante para criar uma cultura diferente de mobilidade urbana, mais organizada, mais sustentável e mais ajustada às necessidades da população.
A existência de um transporte interno permitiria articular melhor a reorganização dos parques de estacionamento e incentivar os cidadãos a utilizarem menos o automóvel dentro da cidade. Poderiam ainda ser criados pontos de ligação com as freguesias, aproveitando também as viaturas existentes, permitindo a transição entre diferentes meios de transporte e criando rotas internas que ajudassem a reduzir o trânsito que, em determinadas horas do dia, se torna claramente caótico.
Mas as vantagens não se ficariam apenas pela mobilidade. Um sistema de transporte interno poderia também contribuir para valorizar a cultura, o património e os espaços de lazer do concelho. Com horários específicos e percursos bem definidos, seria possível aproximar mais pessoas dos nossos parques, casas-museu, pontos históricos e equipamentos desportivos, despertando um maior interesse pelo conhecimento de Oliveira de Azeméis.
Ao mesmo tempo, abrir-se-iam novas oportunidades para atrair visitantes e dinamizar o comércio local, criando mais movimento na cidade e reforçando a ligação entre mobilidade, economia e cultura.
Oliveira de Azeméis tem património, história e potencial para se afirmar cada vez mais como um concelho dinâmico e atrativo. Para isso, é necessário pensar de forma estratégica, recuperar boas soluções do passado e ter a coragem de implementar medidas que beneficiem verdadeiramente a população.
Porque quando uma cidade perde instrumentos que funcionavam, não evolui, atrasa-se. E Oliveira de Azeméis merece continuar a avançar.
* Presidente Concelhia CDS PP Oliveira de Azeméis