No início da Rua Dr. Salvador Machado, em pleno centro da cidade de Oliveira de Azeméis, há uma placa improvisada junto aos ecopontos que tenta fazer pedagogia: “Lixo no chão, não! Temos civismo, respeite os outros”. A mensagem parece saída mais da paciência esgotada dos moradores do que de uma campanha oficial. E percebe-se porquê.
À volta dos contentores acumulam-se sacos de lixo, embalagens, cartão, plásticos e outros resíduos deixados no passeio. Alguns materiais estão encostados aos ecopontos, outros espalham-se pela calçada, ocupando espaço público e dando uma imagem pouco recomendável numa zona central da cidade.
A ironia é evidente: alguém sentiu necessidade de colocar uma placa a pedir aquilo que devia ser básico. Mas o cenário mostra que o aviso, por mais direto que seja, não chega para travar quem continua a usar o passeio como depósito.
Há aqui uma responsabilidade partilhada. Se os ecopontos enchem ou se a recolha não acompanha o volume de resíduos, o problema tem de ser resolvido por quem gere o serviço. Mas deixar sacos no chão, sobretudo quando há contentores mesmo ali ao lado, também não é solução: é falta de civismo e falta de respeito por quem passa e por quem mora.
No centro da cidade, este tipo de imagem é ainda mais pesada: Dá a sensação de abandono, que leva alguém a pendurar uma placa ‘faça-você-mesmo’ a pedir respeito.