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Correio de Azeméis

22 Apr 2024

Politicamente (in)correto

CHEGA

Manuel Almeida *

Daqui a dois dias, comemora-se em Portugal os 50 anos sobre os acontecimentos ocorridos a 25 de abril de 1974, e hoje, 50 anos depois, os portugueses ainda têm motivos para celebrar?
Durante os primeiros meses que se seguiram ao 25 de Abril, existiu a esperança de que realmente alguma coisa iria mudar. O Portugal revolucionário ia ser exemplo, um passo em frente para uma Europa nova, o país cuja sociedade garantiria a cada cidadão um lugar digno, mas estes desígnios esfumaram-se com a destruição do tecido económico devido a expropriações e nacionalizações motivadas por razões ideológicas cujas consequências ainda hoje se fazem sentir.
50 anos depois Portugal bateu num fundo que já julgava ter ultrapassado. A pobreza regressa em força, a contestação social também, e os portugueses voltaram a sentir que não controlam o seu destino.
Nas últimas cinco décadas os portugueses viveram três grandes crises financeiras, os jovens emigram à procura de melhores condições, a pobreza aumenta a ritmos preocupantes, somos cada vez mais um país na cauda da europa nos rankings de produtividade e crescimento, não avançamos no combate à corrupção e somos dos países da Europa com mais falhas ao nível da integridade na política, continuamos a cair no índice de democracia publicado pela revista britânica The Economist, ocupando agora o 31.º lugar entre 167 países, o pior resultado desde 2013, estando no nível de “democracia com falhas”. Temos uns serviços públicos completamente degradados, alunos sem aulas, doentes sem médico, polícias sem direitos e bandidos sem punições!
Continuamos a ser um Portugal dos pequeninos, com impostos máximos e salários mínimos, o que obriga muitos a andarem sempre de mão estendida ao Estado.
Tirando todos estes infortúnios, podemos celebrar alguma liberdade de imprensa que ainda temos, podemos celebrar os direitos adquiridos pelas mulheres, podemos dizer e escrever o que nos vai na alma, mas o 25 de abril é só mais um dia de calendário enquanto não se cumprirem verdadeiramente os desígnios de abril!

* Presidente da Comissão Política Concelhia do CHEGA

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