4 Feb 2026
Há buracos nos tetos da Escola Básica de Palmaz, apesar das profundas obras de há dois anos
>Infiltrações e falta de segurança assombram Escola Básica
A Escola Básica de Palmaz, que foi objeto de uma profunda intervenção de requalificação há pouco mais de dois anos, enfrenta agora um cenário de degradação que coloca em causa o bem-estar da comunidade escolar.
Com 315 mil euros de investimento, é este o atual estado no interior do edifício
Uma funcionária retirou uma das portas que já não fechava ou abria totalmente
O edifício apresenta infiltrações graves nos tetos e paredes, situação que se agravou com os recentes períodos de chuva intensa, chegando mesmo a abrir-se um buraco no teto do corredor de acesso ao refeitório. Perante este cenário, as professoras têm sido obrigadas a manter o ar condicionado ligado de forma permanente para tentar conter a humidade que se espalha pelas salas e espaços comuns.
A par dos problemas estruturais de isolamento, a segurança das crianças tem sido uma preocupação crescente devido ao estado de conservação de alguns equipamentos. No refeitório da escola, uma funcionária viu-se obrigada a retirar uma porta que já não abria nem fechava totalmente, constituindo um risco real de queda e um perigo sério para os alunos.
Estas deficiências surgem num estabelecimento que recebeu um investimento municipal de cerca de 315 mil euros, após a assinatura do auto de consignação em setembro de 2022, o que gera incompreensão perante a rapidez com que as patologias surgiram no imóvel.
A posição de Manuel Almeida e a resposta do executivo
Na reunião de câmara de 21 de janeiro, o vereador Manuel Almeida expôs estas preocupações, questionando até quando a situação se iria arrastar e criticando a demora numa intervenção urgente em prol de crianças que merecem segurança e dignidade. O vereador frisou que, embora a obra tenha sido realizada, os problemas atuais são evidentes e as funcionárias já alertaram os serviços municipais, sem que a situação tenha sido resolvida até à data.
Em resposta, o presidente da câmara, Joaquim Jorge, esclareceu que a situação não se deve a falta de manutenção por parte da autarquia, mas sim a problemas de garantia da obra. Segundo o autarca, por se tratar de uma intervenção recente, a responsabilidade das reparações recai sobre o empreiteiro, não podendo o município intervir diretamente sob pena de perder os direitos de garantia.
A lei da rolha em Palmaz?
Contactada pelo Correio de Azeméis, a Escola de Palmaz, por intermédio da coordenadora Conceição Dias, não prestou qualquer declaração sobre o assunto, ou tão pouco disponibilizou imagens dos danos no interior do edifício quando solicitadas pelo nosso jornal, alegando falta de autorização.
Ainda assim foram-nos encaminhadas imagens dos danos que esta obra está a sofrer, dois anos após um investimento de 315 mil euros.
O presidente informou que a empresa realizou uma tentativa de reparação em dezembro, durante a pausa letiva, mas que terá ocorrido uma nova entrada de água num local distinto após essa intervenção. Perante a persistência dos problemas, a autarquia assegurou que está a acionar os meios legais, incluindo a execução de cauções e a aplicação de penalizações ao empreiteiro, para garantir que as responsabilidades sejam assumidas e os defeitos corrigidos.