5 Nov 2025
Carlos Silva, administrador da Moldoplástico
Carlos Silva, administrador da Moldoplástico. propõe criação de espaço museológico dedicado à indústria dos moldes e plásticos de Oliveira de Azeméis
Durante a cerimónia do 70.º aniversário da Moldoplástico, o administrador Carlos Silva lançou o desafio de criar um espaço museológico que preserve e valorize a história da indústria dos moldes e plásticos. A proposta foi acolhida pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, que manifestou disponibilidade da autarquia para acolher o projeto.
A Moldoplástico celebrou 70 anos de existência e durante as solenidades comemorativas o administrador Carlos Silva destacou que o momento é propício para transformar memória em legado, propondo a criação de um espaço museológico dedicado à indústria dos moldes e plásticos.
“A autarquia e nós próprios, empresários, temos o dever de recriar uma das mais importantes indústrias do nosso concelho e do nosso país”, afirmou Carlos Silva, sublinhando que a iniciativa pretende preservar o conhecimento e a história de um setor que marcou gerações.
“Temos todos, em conjunto, a oportunidade de lhe dar o seguimento lógico e de recriar também, num espaço adequado, a história da indústria dos moldes — pelas ligações que existem, pelas empresas, empresários, mestres e colaboradores que se distinguiram — e permitir que este conhecimento não fique na memória de um restrito grupo de pessoas, nem caia no esquecimento.”
O administrador acrescentou que a proposta surge da convicção de que a herança industrial oliveirense deve ser “um projeto mobilizador, um desafio para o futuro e uma vontade coletiva”.
Referiu-se ainda à ligação entre setores que definiram a economia local, lembrando que “uma rota do vidro que integre a indústria dos moldes e dos plásticos faz todo o sentido e seria, sem dúvida, um projeto justo e merecedor de ser perpetuado.”
A ideia foi bem acolhida peloo vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, presente na cerimónia, que manifestou total concordância com a proposta.
“Gostaria muito, tal como o Carlos Silva aqui falou, de termos um espaço museológico que pudesse contar essa história”, declarou o autarca.
“Um espaço que pudesse aproveitar máquinas antigas e testemunhos de empresários e trabalhadores — de todos aqueles que foram construindo a indústria oliveirense dos moldes e que foram construindo, na Moldoplástico, esta empresa tão bonita e com tanta gente ligada a esta família.”
O vice-presidente confirmou que o município já está a desenvolver parcerias com a ESAN – Escola Superior Aveiro Norte e com empresas locais, no sentido de articular a tradição da indústria vidreira à evolução tecnológica da indústria dos moldes.
“Tem havido contactos e parcerias com a ESAN, para que possamos avançar e criar aqui uma sinergia muito grande entre esta tradição e esta memória que o vidro tem para nós, com a capacidade que os empresários oliveirenses tiveram ao longo destes anos em criar, de facto, uma indústria que é embaixadora do nosso território”, afirmou.
O projeto, defendem ambos os intervenientes, deverá assumir-se como um espaço de identidade e conhecimento, reunindo testemunhos, equipamentos e documentos que reflitam o percurso de um setor que é marca distintiva de Oliveira de Azeméis.
Na sua intervenção, Carlos Silva reforçou o sentimento de orgulho coletivo na trajetória da Moldoplástico e destacou a importância das parcerias empresariais que têm sustentado o crescimento da empresa ao longo das últimas décadas.
“A Moldoplástico é hoje uma empresa construída ao longo de 70 anos, com esforço, dedicação e sacrifício, baseada na competência e no rigor dos seus líderes”, afirmou.
“Deixo também uma palavra de agradecimento ao Comendador António da Silva Rodrigues e ao seu filho Rui Paulo Rodrigues, pela parceria cliente-fornecedor e fornecedor-cliente que temos vindo a fortalecer, numa relação de amizade, confiança e colaboração essencial para expandirmos a nossa dimensão e ganharmos escala.”