5 Jun 2026
A EB 2,3 Ferreira da Silva volta a ver-se confrontada com mais uma situação de violência
Exclusivo> Cucujães: Da excelência académica aos casos que inquietam famílias
Um aluno que agride funcionárias. Um jovem violentamente espancado junto à escola. Uma adolescente alegadamente vítima de violência no namoro por outro jovem ligado à comunidade escolar.
A Escola Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva, em Cucujães, conhecida pelos resultados académicos que a colocaram entre as melhores escolas públicas do país, tem também um histórico recente de casos que levantam perguntas incómodas sobre segurança, prevenção e acompanhamento dos alunos.
Os episódios não têm todos a mesma natureza nem ocorreram todos dentro do recinto escolar. Mas todos envolvem, direta ou indiretamente, elementos da comunidade escolar e chegaram ao espaço público por via de notícias, queixas ou processos judiciais.
Em fevereiro de 2025 foi noticiado que um aluno de 13 anos terá agredido uma psicóloga e duas assistentes operacionais da escola. A GNR foi chamada, foi apresentada queixa e o jovem terá sido sinalizado à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.
Agressão junto à escola chegou a tribunal
O caso junta-se a outro episódio, ocorrido em 2018, em frente à escola, numa paragem de autocarro. Um aluno de 17 anos foi violentamente agredido por outro jovem. O processo chegou a tribunal e terminou com uma condenação por ofensa à integridade física grave.
Violência no namoro denunciada pela mãe
Mais recentemente, o Correio de Azeméis publicou o relato da mãe de uma adolescente de 15 anos que denunciou um alegado caso de violência no namoro. A jovem, aluna da Dr. Ferreira da Silva, terá sido alvo de agressões, ameaças e perseguição por parte de um rapaz também ligado à escola. O caso chegou às autoridades e obrigou a acompanhamento psicológico.
Agrupamento não respondeu
A direção do agrupamento foi questionada pelo Correio de Azeméis sobre estes episódios, os procedimentos acionados, a existência de protocolos de prevenção, o acompanhamento psicológico disponível e eventuais registos internos de situações de violência nos últimos anos. Até ao fecho desta edição, não foi recebida qualquer resposta.
O silêncio deixa por esclarecer que medidas foram tomadas depois dos casos conhecidos e que trabalho está a ser feito para prevenir novas situações. A distinção nos rankings mostra uma escola capaz de produzir resultados académicos de excelência. Os casos de violência mostram outra dimensão, menos confortável, da vida escolar: a de uma comunidade que também tem de responder a conflitos, agressões, medo e vulnerabilidades entre alunos.