2 Jun 2026
Zenaida Frias quer "ajudar o Bustelo a reerguer-se"
Zenaida Frias é a nova presidente do SC Bustelo
Zenaida Frias foi, recentemente, eleita presidente do Bustelo e vai gerir os destinos do clube no próximo biénio. Em entrevista na Azeméis TV, a dirigente adiantou que um dos seus objetivos é reerguer o clube e criar as condições necessárias para que emblema bustelense possa ter um crescimento sustentado
Qual é a ligação de Zenaida Frias ao Bustelo?
Sempre fui bastante ligada ao associativismo. Quem me conhece sabe que eu gosto de ajudar quem precisa. Acredito no trabalho e no espírito de equipa. A minha ligação ao Bustelo vem desde as minhas raízes. A relação que sempre tive com a terra e com o clube já foi constituída em 1922, os meus familiares sempre estiveram ligados ao clube.
O que a levou a candidatar-se à presidência do Bustelo?
É, essencialmente, pelo enorme carinho e a forte ligação que tenho ao clube da terra. É quase indissociável. E depois as próprias pessoas de Bustelo, o carisma que têm e a ligação que têm ao clube e fazem-me acreditar no projeto. Bustelo é um lugar da freguesia de S. Roque e em termos futebolísticos sempre teve este fervor, este carisma, e daí ter aceite o desafio. Tenho uma enorme vontade em ajudar o clube a reerguer-se.
Quais são os objetivos para o futuro?
Neste momento ainda estou a conhecer os cantos à casa. Queremos devolver alguma estabilidade e criar condições para que o Bustelo possa ter um crescimento sustentado. A equipa está toda muito envolvida e queremos devolver aquele simbolismo a que o clube tem direito. Temos a parte da formação, a parte da equipa sénior e a parte dos veteranos. O nosso propósito é a ligação entre o clube e a própria população.
Assumiu recentemente o cargo. Qual foi a maior dificuldade com que se deparou no clube?
A principal dificuldade é perceber rapidamente as necessidades que o clube tem e tentar perceber quais são as prioridades de atuação.
E quais são as prioridades?
Isto é um desafio enorme, mas é a recuperação da identidade do clube.
Foi difícil formar a lista para os órgãos sociais? É renovada ou tem elementos da direção anterior?
Foi um processo exigente, precisávamos de uma equipa unida. O clube sempre foi gerido por uma comissão administrativa. E era necessário envolver a comunidade neste processo da associação. Tentámos fazer uma simbiose entre as pessoas que estão no clube e que dão tudo pelo clube e também juntar sangue novo, pessoas que queiram ser uma mais-valia e formar uma verdadeira equipa. A equipa não está centrada numa única pessoa e todos têm de saber o que podem esperar do clube. A equipa é fundamental. Todos têm um papel muito importante. Foi desafiante mas também facil porque as pessoas acederam ao pedido.
Qual vai ser a primeira medida a tomar no clube?
Ainda estamos no processo de reorganização interna, mas há uma prioridade que temos vindo a trabalhar que é as pessoas saberem quais são exatamente as suas funções.
Em relação à próxima época desportiva, qual vai ser o objetivo para a equipa sénior?
Neste momento, e de acordo com a AFA, a equipa desceu e é esta realidade que eu encontrei no clube e é com esta realidade que eu vou trabalhar. A nossa prioridade é organizar, focar e trabalhar. Estamos a preparar o plantel e a equipa técnica.
E em relação ao futebol de formação?
Ainda há desafios importantes a decorrer. Queremos que seja, essencialmente, uma formação de caráter, porque estamos a formar pessoas. Queremos muito ganhar, os treinadores estão muito envolvidos com essa situação. Muitos podem não seguir a carreira de jogador, mas queremos que fiquem com aprendizagens e com boas memórias do Bustelo.
Quantos escalões de formação têm?
Temos desde os petizes aos juvenis. Em junho vamos ter treinos livres para captação. Podem vir experimentar, vão conhecer as instalações, conhecer o staff e as nossas dinâmicas de treino. Estão todos convidados a participar.
Quais são as necessidades do clube ao nível de obras?
Ainda não fiz o levantamento das prioridades, mas em breve vamos elencar as prioridades para o clube. Não se vislumbra nenhuma obra megalómana, mas devem ser obras de manutenção, alguma reorganização interna, limpezas de balneários e são essas as prioridades.
Quais são as expectativas para este mandato?
Para já, identifico muito trabalho e muitos desafios, mas estou ciente que, com a equipa de que dispomos, vamos certamente fazer um excelente percurso com as pessoas da terra, com as pessoas que se quiserem envolver, porque este é um clube das pessoas e são elas que vão voltar a associar-se a este projeto que é de todos. E nós contamos com todos.