1 Apr 2026
D. Roberto Mariz visitou os utentes do lar e as crianças da creche de São Miguel, numa manhã marcada pela proximidade e pela valorização do cuidado nas várias fases da vida.
> Visita pastoral passou pelo Lar e Creche de São Miguel
A passagem de D. Roberto Mariz pelo Lar e Creche de São Miguel, em Oliveira de Azeméis, ficou marcada pela visita aos idosos e às crianças da instituição, num percurso iniciado com missa para os doentes e centrado na ideia de cuidado, proximidade e responsabilidade partilhada.
Dos doentes do lar aos mais pequenos da creche, D. Roberto Mariz encontrou em São Miguel uma mesma lógica de missão: cuidar de quem mais precisa em diferentes fases da vida. A visita pastoral do bispo auxiliar do Porto à instituição começou com missa para os doentes e prosseguiu depois pelos vários espaços, num contacto direto com idosos, funcionários e crianças, sempre com a preocupação de valorizar o trabalho quotidiano de quem acompanha fragilidades, recuperações e primeiros passos.
Ao longo da visita ao lar, D. Roberto Mariz foi falando com utentes e trabalhadoras, interessando-se pelo estado de saúde de alguns residentes e deixando palavras simples de reconhecimento a quem presta apoio diário. Numa das passagens mais espontâneas, saudou uma funcionária com um “olha, bom trabalho”, num tom que ajudou a marcar toda a visita: menos formalidade e mais proximidade. A conversa foi também tocando aspetos muito concretos do dia a dia dos idosos, incluindo a importância da alimentação e do bem-estar numa fase da vida em que pequenos cuidados fazem diferença real.
Do lar à creche
A visita prosseguiu depois para a creche, permitindo ao bispo passar de um ambiente ligado à doença e à recuperação para outro marcado pelo crescimento e pela descoberta. Já junto das crianças, D. Roberto Mariz fez questão de sublinhar a responsabilidade de quem trabalha nestas respostas, lembrando que muitos pais confiam os filhos às instituições “logo depois de quatro meses” e que, por isso, a missão da creche vai muito além do acolhimento básico. Na sua leitura, o cuidado prestado nestes primeiros anos de vida tem peso na formação futura e exige dedicação constante.
Foi também nessa parte do percurso que o bispo insistiu numa ideia de continuidade entre as várias respostas da casa. Depois de já ter estado com os mais seniores, D. Roberto Mariz apresentou a passagem aos “mais pequeninos” como expressão de uma mesma cultura institucional: “sermos colaboradores uns dos outros”. A frase, embora captada num registo imperfeito, ajuda a perceber o sentido dado à visita: uma instituição onde o cuidado se estende da infância à velhice.
Uma visita de proximidade serena
No conjunto, a passagem pelo Lar e Creche de São Miguel acabou por condensar uma das linhas mais humanas desta visita pastoral: a presença da Igreja junto de quem mais depende dos outros, seja na fragilidade da doença, seja na dependência própria da primeira infância. Entre os quartos dos idosos, os corredores da instituição e as salas da creche, D. Roberto Mariz foi deixando uma imagem de proximidade serena, mais feita de conversa e observação do que de discurso formal. O resultado foi uma visita menos centrada em cerimónia e mais na valorização de uma obra concreta. No São Miguel, o bispo encontrou uma casa que acolhe os mais velhos, acompanha crianças e tenta responder com os meios que tem às necessidades de cada etapa da vida. E foi precisamente essa ligação entre cuidado, trabalho diário e responsabilidade comunitária que mais sobressaiu ao longo da manhã.