16 May 2026
Adeptos da UD Oliveirense mostravam confiança antes do dérbi frente à AD Ovarense, em Ovar, que terminou com vitória oliveirense por 65-69.
O ambiente vivido nas bancadas do Dolce Vita Arena, em Ovar, antes do terceiro jogo dos play-offs entre a AD Ovarense e a UD Oliveirense era de enorme expectativa, tensão competitiva e, acima de tudo, confiança dos adeptos da equipa de Oliveira de Azeméis, que acabaria por confirmar em campo o otimismo demonstrado antes do apito inicial, vencendo por 65-69.
Pouco mais de meia hora antes do arranque do encontro, vários adeptos da Oliveirense mostravam-se esperançosos num resultado positivo, mesmo perante um contexto marcado pelos castigos aplicados após os incidentes do jogo anterior.
Entre eles estava Teófilo Fonseca, adepto habitual da Oliveirense, que começou por destacar a dimensão histórica do confronto entre os dois clubes. “Continua a ser um grande jogo de basquetebol, o maior dérbi do país”, afirmou..
O adepto sublinhou ainda a intensidade e a qualidade normalmente associadas aos encontros entre Oliveirense e Ovarense, deixando também um apelo à Federação Portuguesa de Basquetebol para uma melhor gestão do calendário competitivo. “Eu não conheço nenhum jogo de basquete em Portugal entre a Oliveirense e a Ovarense que não seja espetacular”, referiu.
Sobre os castigos aplicados após os incidentes do jogo anterior, Teófilo Fonseca considerou que ambas as equipas acabaram penalizadas. “Gostava de ver um jogo com todos os atletas, competitivo e intenso, como normalmente é”, disse.
Ainda assim, a esperança num triunfo da Oliveirense era evidente. “Num jogo de basquete com duas equipas tão equilibradas, pode ser meio ponto de diferença. Para mim é bom se for a Oliveirense”, afirmou antes do encontro.
Também Sérgio, outro adepto presente em Ovar, mostrava confiança numa boa resposta da equipa de Oliveira de Azeméis, sobretudo depois da melhoria exibicional demonstrada no jogo anterior. “Penso que a Oliveirense no último jogo melhorou um bocadinho. Penso que hoje vamos lutar pela vitória”, afirmou.
O adepto reconhecia igualmente as dificuldades de jogar em Ovar, sobretudo num dérbi marcado pela rivalidade e pelo ambiente intenso vivido nas bancadas. “O ambiente aqui em Ovar é sempre difícil”, reconheceu.
Sérgio considerava ainda que a Oliveirense tinha saído prejudicada após os incidentes do encontro anterior. “No que aconteceu no sábado passado, eu penso que a Oliveirense saiu prejudicada”, afirmou.
Apesar disso, mantinha total confiança na equipa e até antecipava um regresso em clima de festa a Oliveira de Azeméis. “Esperemos que jogue da maneira como tem jogado. Acho que vamos ganhar o jogo”, disse, acrescentando depois: “Depois de festejar ao mercado à moda antiga a vitória da Oliveirense.”
Entre os adeptos presentes estava também Fernanda Costa, adepta ferrenha da Oliveirense, que recordou os momentos de tensão vividos no encontro anterior, em Oliveira de Azeméis, onde acabou por mudar de lugar nas bancadas devido ao ambiente vivido junto de adeptos adversários. “Eu tinha quatro adeptos da Ovarense à minha frente e eu sei que não ia conseguir”, contou.
Apesar disso, Fernanda Costa fez questão de destacar a qualidade do espetáculo protagonizado pelas duas equipas. “Foi um excelente jogo de basquete, entre duas grandes equipas de Aveiro”, afirmou.
Sobre o encontro disputado em Ovar, a adepta recusava apontar um favorito claro, sublinhando o equilíbrio existente entre os dois conjuntos. “Oliveirense e Ovarense têm equipas muito equiparadas e qualquer um deles pode ganhar”, referiu.
Ainda assim, deixava clara a ambição da equipa de Oliveira de Azeméis. “Nós viemos aqui para ganhar o jogo. Quem quiser mais vai ganhar o jogo”, afirmou.
No final, Fernanda Costa mostrava-se otimista quanto ao regresso a Oliveira de Azeméis.“Espero ir já para lá bem-disposta”, disse entre risos.
No final do jogo, o sentimento dos adeptos confirmou-se dentro de campo, com a Oliveirense a conquistar uma importante vitória por 65-69 em Ovar, num dérbi intenso e equilibrado que voltou a demonstrar a paixão em torno de um dos maiores clássicos do basquetebol português.