AFUL espera abrir Creche Aldina Valente até dezembro > Câmara confirma desbloqueio administrativo e recrutamento

Concelho Ul

A AFUL promoveu a construção da Creche Aldina Valente e está a preparar a sua entrada em funcionamento, com o recrutamento de pessoal em curso.

Mário Silva, presidente da Associaçao da Freguesia de Ul, aponta o arranque da Creche Aldina Valente para este ano. Questionado pelo vereador do CHEGA, o executivo confirmou avanços no processo administrativo e na contratação de pessoal, mas não confirmou uma data de abertura.

A Creche Aldina Valente, em Ul, poderá abrir em breve, revelou o executivo municipal na última reunião pública da Câmara, depois de Manuel Almeida, vereador do CHEGA, questionar o atraso na entrada em funcionamento de um equipamento inaugurado em abril de 2025.

O presidente da câmara, Joaquim Jorge, afirmou que o processo está na fase final. Na resposta ao vereador, o executivo esclareceu que já foi ultrapassado o entrave ao encerramento da candidatura e que está em curso a receção de candidaturas e a análise de currículos para contratar pessoal.

A expectativa da Associação da Freguesia de Ul (AFUL), coletividade que promoveu a construção e é responsável pela creche, é colocar o equipamento em funcionamento até dezembro. “É a nossa prioridade e estou convicto de que até ao fim do ano isto será conseguido”, afirmou Mário Silva, presidente da direção, em declarações à Azeméis TV à margem do Há Festa na Aldeia.

AFUL aponta burocracia como principal entrave

Segundo o dirigente, a demora na abertura resulta sobretudo de procedimentos administrativos e da necessidade de celebrar o acordo com a Segurança Social.

“Foram questões burocráticas que nós não conseguimos ultrapassar. Existem timings específicos para estas situações”, explicou, salientando que os protocolos não são celebrados apenas quando a associação pretende.

Mário Silva referiu que o projeto ultrapassa um milhão de euros e destacou o apoio de empresas, da autarquia e da comunidade. O financiamento, afirmou, não tem sido o principal obstáculo à abertura, embora ainda fosse necessário adquirir algum equipamento para o funcionamento.

A participação da AFUL em eventos permite angariar receitas para essas despesas. “Neste tipo de iniciativas, angariamos alguns fundos para fazer face a este tipo de despesas”, explicou, agradecendo a colaboração de quem tem apoiado a associação.

O presidente esclareceu ainda que a inauguração, em abril de 2025, pretendeu homenagear Aldina Valente, que dá nome à creche, associando a cerimónia ao seu aniversário. Reconheceu que nesse momento ainda não estavam reunidas as condições para receber crianças, mas considerou que a abertura poderia ter acontecido um ou dois meses depois.

Chega exige resposta para as famílias

Na reunião de Câmara, Manuel Almeida (CHEGA) recordou que o equipamento não entrou em funcionamento durante o ano letivo de 2025/2026 e pediu uma atualização dos constrangimentos administrativos que a associação tinha tornado públicos em março.

O vereador quis saber que diligências tinham sido desenvolvidas pelo município, junto da AFUL e das entidades competentes, e se existia uma previsão para o início da atividade.

Joaquim Jorge respondeu que a Câmara tinha abordado o assunto numa reunião com responsáveis do Instituto da Segurança Social. Sublinhou a disponibilidade municipal para ajudar, mas explicou que os procedimentos tinham de ser resolvidos entre a associação e aquela entidade.

O executivo acrescentou que a dificuldade no encerramento da candidatura impedia o reembolso final e condicionava a celebração do acordo com a Segurança Social. Segundo a informação transmitida na reunião, esse entrave foi ultrapassado e a associação avançou para o recrutamento dos trabalhadores necessários à abertura.

Abertura continua sem data anunciada

“Se ainda não for possível indicar uma data, importa saber o que falta concretizar e o que está o Município a fazer para ajudar a desbloquear o processo”, insistiu Manuel Almeida.

O vereador lembrou o investimento municipal e a importância da resposta para as famílias. “Mais do que termos uma creche construída e inaugurada, é importante que tenhamos uma creche a funcionar e a prestar efetivamente o serviço para o qual foi criada”, afirmou.

Joaquim Jorge reconheceu a preocupação de ter um equipamento pronto há meses, com encargos, sem cumprir a missão para a qual foi construído. O executivo apontou a abertura para breve, mas não anunciou uma data concreta.

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