Alta velocidade não é urbano

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Assembleia de freguesia de Loureiro

Durante a assembleia de freguesia de Loureiro foram vários os temas que estiveram em cima da mesa, onde a modernização e o progresso da freguesia foram os focos principais. Desde o TGV ao parque urbano, José Queirós deixou tudo em pratos limpos.

Durante a sua intervenção, Elsa Castro, do PS, referiu que era necessário realizar várias intervenções na freguesia, nomeadamente, a construção do parque urbano, na rua Dom Afonso III. “É uma zona que todos nós sabemos tem vindo a crescer em termos habitacionais e está previsto um maior crescimento em toda aquela região”.

José Queirós, presidente da junta, respondeu que tem conhecimento de que “a câmara está disposta a ceder aquele espaço à freguesia”, no entanto, não garante que o mesmo seja feito durante este ano, todavia, “espero que, pelo menos, possa ser feito durante este mandato”.

TGV pode deixar duas famílias sem casa

Aquando da apresentação do ponto que referia a atividade e situação financeira da freguesia, António Silva, do PS, perguntou acerca da reunião realizada com o vereador da câmara, Hélder Simões, “sobre esta questão do TGV”.

José Queirós referiu que este assunto já teria sido discutido noutra, mas acrescenta que, apesar do TGV não passar mesmo por cima das casas das pessoas, “pela proximidade, aquilo que eles [câmara] pretendem, aquilo que naturalmente irá acontecer, é que a essas famílias serão, ou será lhes pago o valor pelas casas, e terão que arranjar outro sítio para morar”.

Em contraponto, António Silva questionou se haverá apoio jurídico para essas pessoas, uma vez que, às vezes, as casas são vendidas abaixo do valor delas, ou mesmo para estas receberem “a melhor indemnização possível”, e acrescenta ainda, a possibilidade de ter “pelo menos ajuda a comprar uma casa equivalente”, a que perderam. O presidente da junta respondeu que, o assunto da reunião não envolveu ainda valores, mas sim da “sensibilidade das pessoas, para se manterem nas suas casas, mesmo com o impacto negativo que iriam sofrer ficando ali”. Quanto às indemnizações, acredita que as mesmas serão acauteladas, “eu acho que o próprio município já tem isso acautelado, e vai haver uma grande proteção a todos aqueles que tiverem de ficar sem as suas casas”.

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