1 Oct 2026
Eduardo Costa moderou o painel do Há Festa na Aldeia, que contou com António Costa, da Novarroz (à esquerda), e Miguel Torres, da ADRITEM.
Há Festa na Aldeia> Painel da Azeméis TV
António Costa, da Novarroz, e Miguel Torres, da ADRITEM, foram os convidados de uma conversa moderada por Eduardo Costa, que partiu da história do arroz em Ul para olhar para os hábitos de consumo e para a ligação do produto ao próprio Há Festa na Aldeia.
O arroz esteve no centro da conversa promovida pela Azeméis TV no Parque Temático Molinológico. Eduardo Costa, que moderou o painel, começou por recordar uma particularidade de Ul: a freguesia não produz o cereal, mas tornou-se ao longo de décadas uma referência na sua transformação.
António Costa, diretor executivo da Novarroz, explicou que os hábitos dos portugueses mudaram. O carolino, durante muitos anos dominante, perdeu terreno para o arroz agulha, mais simples de preparar. “O fast food do arroz”, resumiu Eduardo Costa, numa expressão que abriu caminho à comparação entre os dois produtos.
O responsável da Novarroz destacou as características do carolino, sobretudo a capacidade de absorver os sabores. Eduardo Costa respondeu com um exemplo bem português: “Um bom arroz de marisco tem de ser com carolino”.
Apesar da quebra no consumo interno, António Costa explicou que o carolino português encontrou procura noutros mercados. A Novarroz trabalha hoje com agricultores para selecionar variedades dirigidas à exportação e vende uma parte significativa da produção para o estrangeiro.
A conversa passou também pelo crescimento da empresa de Ul. António Costa referiu os investimentos feitos nos últimos anos e confirmou que a Novarroz continua a preparar novos projetos, mas o painel regressou rapidamente ao ponto de partida: a ligação entre o arroz, Ul e o Há Festa na Aldeia.
“Uma festa com as pessoas”
Miguel Torres, diretor executivo da ADRITEM, explicou que a escolha do arroz como tema desta edição recupera uma das referências históricas do território. No ano anterior, o destaque tinha recaído no pão.
Para o responsável, essa valorização só faz sentido se envolver quem vive na comunidade. “Nós não queremos fazer uma festa para as pessoas, queremos fazer uma festa com as pessoas”, afirmou.
Eduardo Costa chamou então a atenção para as árvores decoradas pelos clubes seniores, espalhadas pelo recinto. Miguel Torres viu nesses trabalhos um sinal do sentimento de pertença e comparou o gesto ao cuidado de quem prepara a casa para receber visitas.
O painel terminou onde tinha começado: no arroz, mas também na forma como um produto profundamente ligado à história económica de Ul continua a servir de ponto de encontro entre a memória local e o Há Festa na Aldeia.