> Eduardo Costa
O custo do combustível é apenas uma das consequências das guerras que tem preocupado o mundo desde 2022.
Contudo, tomarmos conhecimento de que as empresas de energia lucraram mais 50 por cento só no primeiro trimestre, à custa da carteira dos portugueses, não agrada a ninguém. É incompreensível.
Nos últimos anos também os hipermercados tiveram lucros acima do habitual.
Podemos dizer que o objetivo das empresas é o lucro. Sem dúvida. Mas, há que ter em conta que diminuir a capacidade financeira dos cidadãos, justificando com guerras, não é nada aceitável para o cidadão comum.
Dizem-nos que o aumento do preço do petróleo é a justificação. Será. Mas, assim sendo como se justifica que os lucros das empresas disparem para valores surpreendentes?
O Estado regula a atividade de setores como estes. Cumprindo o dever previsto nas leis. Mas, onde está essa regulação? Se existe, o bolso dos cidadãos não a sente.
Concluímos que os decisores políticos que têm o dever de nos proteger não o fazem. Ou então, que nos expliquem. Em linguagem comum. Pode ser que compreendamos.
* Jornalista, presidente da Ass. Nac. da Imprensa Regional (Esta crónica é publicada por cerca de 50 jornais)