As Marchas descem à Cidade em Oliveira de Azeméis > Trabalho de meses voltou a desfilar nas ruas da cidade

Concelho

As ruas do centro de Oliveira de Azeméis voltaram a encher-se de cor, música e tradição com mais uma edição de As Marchas Descem à Cidade, iniciativa que reuniu cerca de 300 marchantes de várias coletividades do concelho. Por detrás do espetáculo apresentado ao público estiveram meses de ensaios, confeção e adaptação de trajes, construção de arcos e preparação de coreografias, num esforço coletivo que os responsáveis dos grupos dizem ser recompensado pela oportunidade de mostrar o trabalho desenvolvido.

Dos temas ligados ao amor e aos santos populares a mensagens sobre direitos humanos, cada associação procurou dar identidade própria à sua marcha. Apesar da diversidade das propostas, os representantes das coletividades ouvidos pelo Correio de Azeméis convergiram na mesma ideia: o desfile é um momento de valorização do associativismo local e do empenho de dezenas de voluntários que, ao longo de vários meses, dedicam noites e fins de semana à preparação do evento.

 

Muito mais do que uma noite de desfile

Para as associações, o desfile representa apenas o culminar de um processo longo. Ensaios, costura, construção de adereços e organização logística mobilizam dezenas de pessoas, num trabalho que, muitas vezes, decorre fora do horário laboral e assenta no voluntariado.

Além do espetáculo, os grupos destacam o convívio entre participantes e a transmissão da tradição às gerações mais novas, procurando garantir a continuidade de uma iniciativa que já faz parte do calendário cultural do concelho.

 

Temas diferentes, o mesmo entusiasmo

Este ano, as coletividades voltaram a apostar em temas distintos. O Grupo de Janeiras de Travanca levou para a rua o casamento e o amor, o Grupo de Danças de Loureiro apresentou "Corações de Loureiro" e a Desafio d'Arte escolheu os direitos humanos como mote da sua participação. Já a Associação Recreativa e Cultural da Escravilheira revisitou a sua própria história, enquanto a Associação Recreativa e Cultural do Curval voltou a apostar na animação e no contacto com o público.

A diversidade dos temas acabou por marcar um desfile em que a criatividade voltou a ser um dos principais ingredientes, mantendo viva uma tradição que continua a mobilizar centenas de participantes e espectadores.

 

"Queremos mostrar o trabalho desenvolvido"

"É uma noite diferente e alegre. Queremos aproveitar esta oportunidade para mostrar o trabalho que desenvolvemos durante os últimos meses. As marchas são o resultado de muitas horas de dedicação, desde os fatos aos arcos, e este ano aproveitámos para contar a nossa história, olhando para o passado, o presente e o futuro."
Hélder Ramos, Associação Recreativa e Cultural da Escravilheira.

 

"Trabalhamos para sermos vistos e reconhecidos"

"Esperamos uma boa afluência de público. Trabalhamos muito e temos uma despesa significativa para que o nosso trabalho seja visto e reconhecido. Este ano escolhemos o casamento e o amor como tema e procurámos que todos os elementos acompanhassem essa ideia."
Eulália Barbosa, Grupo de Janeiras de Travanca.

 

"Cada ano traz um tema diferente"

"Escolhemos os direitos humanos como tema. Há muito trabalho por trás de uma marcha, muitas noites de ensaio e preparação. Participamos há vários anos e cada edição é diferente. Talvez fosse interessante existir um tema comum para todas as marchas."
David Oliveira, Desafio d'Arte.

 

"Sem público, a marcha é morta"

"Preparar tudo isto dá trabalho e despesa, mas vale a pena. Esperamos muito público porque, sem pessoas para assistir e aplaudir, a marcha perde a sua razão de ser."
Hilário Esparrinha, Associação Recreativa e Cultural do Curval.

 

"Marchas sem luz não são marchas"

"Estamos cheios de alegria e preparados para brilhar. Todos os anos tentamos superar o anterior e este ano trazemos 'Corações de Loureiro'. As marchas vivem de cor, de luz e da alegria de quem participa."
Maritza Quintinha, Grupo de Danças de Loureiro.

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