Basquetebol > Carlos Teixeira após a Oliveirense forçar a negra: “Sábado vamos ganhar a Ovar”

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Carlos Teixeira, presidente da Oliveirense, acredita que o clube vai ultrapassar a Ovarense nos play-offs

A Oliveirense venceu a Ovarense por 90-72, empatou o play-off e levou a decisão para o terceiro jogo, marcado para sábado, em Ovar. No final, Carlos Teixeira assumiu a ambição sem rodeios — “sábado vamos ganhar” — mas deixou também críticas à entrada de adeptos vareiros em espaços que, segundo o presidente da Oliveirense, estavam reservados a convites distribuídos pelo clube.

A noite acabou como a Oliveirense queria: vitória por 90-72, eliminatória empatada e tudo adiado para a “negra”. Mas, no rescaldo do dérbi, Carlos Teixeira não falou apenas do resultado. O presidente da Oliveirense elogiou a forma como o clube recebeu a Ovarense, sublinhou que “a competição foi dentro do campo” e não nas bancadas, mas não escondeu incómodo com a presença de mais adeptos vareiros do que o previsto no Pavilhão Dr. Salvador Machado.

“Eu acho que a nossa gente é assim, nós sabemos receber”, afirmou Carlos Teixeira, considerando que o segundo jogo demonstrou a capacidade da Oliveirense para organizar uma partida de alta tensão competitiva. O dirigente destacou o comportamento do público, a atuação da GNR e o ambiente vivido no pavilhão, mas admitiu que houve ajustes a fazer no início do encontro, devido à distribuição dos adeptos nas bancadas.

Convites e adeptos “a mais”

 Carlos Teixeira disse não compreender como é que adeptos da Ovarense conseguiram entrar com convites em zonas destinadas, segundo explicou, a patrocinadores, amigos e adeptos da Oliveirense. “Não consigo entender como é que a malta de Ovar consegue ter convites para entrar aqui dentro”, afirmou, acrescentando que a distribuição de convites era controlada pelo clube e que a situação foi comunicada às forças de segurança.

O presidente da Oliveirense estimou que terão estado no pavilhão “talvez umas 80 pessoas de Ovarense a mais” do que aquilo que seria expectável, número que considerou excessivo num jogo com este grau de rivalidade. Ainda assim, frisou que a situação foi resolvida sem incidentes graves, com os adeptos a serem posicionados numa zona específica para evitar problemas. “Felizmente correu tudo bem”, resumiu.

“Sentimos medo. Isso não pode acontecer”

Carlos Teixeira voltou também ao primeiro jogo, no passado sábado em Ovar, e explicou que a Oliveirense iniciou a partida de hoje com um comunicado de protesto por considerar que o clube foi “maltratado”. O dirigente disse que a massa associativa oliveirense sentiu medo no jogo anterior e defendeu que a Ovarense deve garantir condições de segurança semelhantes às que, na sua opinião, a Oliveirense assegurou no Salvador Machado.

“Os nossos meninos, os nossos filhos, os nossos atletas que foram ver, todos nós estávamos ali presentes, nós sentimos medo, isso não pode acontecer”, afirmou, separando os incidentes fora do campo daquilo que aconteceu dentro do campo. Para Carlos Teixeira, o dérbi deve continuar intenso, mas organizado e seguro.

Oliveirense respondeu em campo

Nesta segunda partida, e dentro de campo, a Oliveirense respondeu da melhor forma. Depois da derrota no primeiro jogo (93-79), a equipa de Oliveira de Azeméis venceu por 90-72 e colocou a eliminatória em igualdade. Carlos Teixeira considerou que a equipa provou ser “equipa”, mesmo ligeiramente descompensada por ausências, e destacou a forma como os jogadores mantiveram a calma nos períodos mais críticos do jogo.

João Figueiredo, treinador da Oliveirense, também foi direto na leitura do encontro: “Fizemos aquilo que tínhamos de fazer, colocar a decisão num terceiro jogo”. O técnico assumiu que o objetivo é chegar às meias-finais e valorizou o fator casa, considerando que os adeptos deram à equipa “energia extra” e ajudaram a corrigir a falta de foco demonstrada no primeiro jogo, em Ovar.

“Ambiente incrível”

André Bessa, que não pôde dar o contributo dentro de campo devido a lesão, falou de orgulho na resposta da equipa. O jogador admitiu que custa ver de fora, sobretudo depois de uma derrota, mas destacou o “ambiente incrível” vivido no Salvador Machado e pediu nova presença forte dos adeptos no jogo decisivo. “Temos como objetivo chegar às meias-finais dos play-offs e para isso temos que ganhar no sábado”, enfatizou.

Antes do jogo, Fernanda Costa, uma das adeptas mais populares da Oliveirense, já tinha pedido que o dérbi fosse apenas basquetebol. A adepta recordou que Oliveirense e Ovarense são dois grandes clubes, de cidades vizinhas, com uma rivalidade antiga que deve ser vivida com normalidade. “O que eu espero é que seja realmente um excelente jogo de basquetebol, que ganhe a Oliveirense, óbvio, e que seja mesmo só um jogo de basquetebol”, disse.

Tudo se decide em Ovar

No final, a Oliveirense conseguiu aquilo de que precisava: empatar a eliminatória e levar a decisão para Ovar. A Ovarense terá o fator casa, mas Carlos Teixeira deixou a ambição marcada logo à saída do segundo jogo: “Sábado vamos ganhar.”

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