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Correio de Azeméis

13 May 2026

Basquetebol> Salvador Machado/ Simoldes Arena encheu para empurrar a Oliveirense no dérbi com a Ovarense

Basquetebol

A Oliveirense entrou no jogo 2 do play-off pressionada pela derrota na primeira partida frente à Ovarense, mas encontrou no Pavilhão Dr. Salvador Machado uma casa cheia, ruidosa e confiante. No início do terceiro quarto, a equipa de Oliveira de Azeméis vencia por 71-60 e os adeptos acreditavam que era possível empatar a eliminatória. No final da partida, vitória dos locais por 70-72.

O dérbi entre Oliveirense e Ovarense voltou a trazer emoção forte ao basquetebol nacional. Depois da vitória vareira no primeiro jogo, a formação de Oliveira de Azeméis precisava de responder em casa e, nas bancadas, o ambiente ajudou a dar corpo a essa reação. Balões, cartazes, caras dos jogadores espalhadas pelo pavilhão e uma moldura humana digna de play-off devolveram ao Salvador Machado a sensação dos grandes momentos.

Entre os adeptos oliveirenses, a palavra mais repetida era confiança. Bruno Carvalho, adepto da Oliveirense e ligado ao bar da formação, via “um jogo excelente” e destacava, sobretudo, o comportamento do público. “É normal que haja sempre um pouco de rivalidade, somos vizinhos, mas está a correr tudo bem”, afirmou, elogiando também o dispositivo montado pelas forças de segurança. Para o adepto, o essencial era que o dérbi fosse “uma festa” e que as pessoas pudessem ir ao pavilhão “sentir-se seguras” e apoiar as equipas. 

A segurança foi, aliás, um dos temas dominantes entre os adeptos. A memória do primeiro jogo, disputado em Ovar, continuava presente, ainda que a mensagem mais repetida fosse a necessidade de o basquetebol se sobrepor à tensão. Fernanda Costa, uma das adeptas mais conhecidas da Oliveirense, admitia antes da partida que havia um contexto emocional difícil, mas deixava o desejo de que tudo se resumisse ao jogo. “O que eu espero é que seja realmente um excelente jogo de basquetebol, que ganhe a Oliveirense, óbvio, e que seja mesmo só um jogo de basquetebol”, disse. 

“Isto é um dérbi para honrar Oliveira de Azeméis”

Sofia Gonçalves sublinhou a atitude da equipa e o papel do ambiente criado à volta do jogo. Para a adepta, a Oliveirense entrou “com atitude” e o apoio vindo das bancadas trouxe uma “vibe” semelhante à de 2018, quando o pavilhão também enchia em jogos decisivos dos play-offs. “Isto é um dérbi para honrar Oliveira de Azeméis”, afirmou, ligando esse sentimento à defesa do fair-play e à forma como a cidade recebeu os adeptos da Ovarense.

A adepta reconheceu, ainda assim, que a gestão das massas adeptas exigiu atenção redobrada. Destacou a existência de zonas próprias, entradas diferenciadas e a presença das forças de segurança, mas também alertou para os riscos de misturar adeptos em zonas sensíveis do pavilhão. “Isto sim pode prejudicar a segurança no nosso pavilhão”, avisou, defendendo uma separação mais clara desde o início. 

No início do derradeiro quarto, com a Oliveirense na frente por 71-60, a confiança subia nas bancadas. Diana e Solange, adeptas oliveirenses, resumiam o sentimento de forma simples: “Ganhar, ganhar e ganhar”. Ambas destacavam o bom ambiente e a maior sensação de segurança em relação ao jogo anterior. “Está muito tranquilo para já”, diziam, antes de deixarem a convicção de que Oliveira de Azeméis “sabe receber melhor”.

 Oliveirense e Ovarense são rivais de proximidade, separados por poucos quilómetros e unidos por uma história forte na modalidade. Sofia Gonçalves sintetizou essa dimensão ao dizer que este é “um dos melhores espetáculos de basquetebol do país”, capaz de valorizar duas cidades e de retirar protagonismo aos chamados três grandes.

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