1 Sep 2026
O centro histórico de Pinheiro da Bemposta voltou a receber a recriação quinhentista com espetáculos e atividades inspiradas na época do foral de 1514.
PINHEIRO DA BEMPOSTA> Recriação histórica na freguesia
A quinta edição da Bemposta Manuelina levou milhares de visitantes ao centro histórico de Pinheiro da Bemposta, numa recriação da época em que D. Manuel I atribuiu o foral a Figueiredo e Bemposta. O carrossel medieval foi uma das novidades de um programa que ocupou as ruas entre 14 e 16 de agosto.
Durante três dias, o centro histórico de Pinheiro da Bemposta recuou mais de cinco séculos. A quinta edição da Bemposta Manuelina voltou a recriar o ambiente do início do século XVI, tomando como ponto de partida o foral concedido por D. Manuel I, em 1514, a Figueiredo e Bemposta.
Entre 14 e 16 de agosto, as ruas em torno do Pelourinho receberam mercadores, artesãos e personagens de inspiração quinhentista. A animação distribuiu-se pelos palcos Pelourinho e Repasto e também percorreu as ruas, com teatro itinerante, música e danças.
Uma das novidades desta edição foi o carrossel medieval, que se juntou às atividades permanentes do recinto. Houve ainda falcoaria, passeios a cavalo, jogos medievais e ofícios ao vivo. Os acampamentos árabe e militar ajudaram a compor a recriação histórica, com este último a incluir uma mostra de armas.
Um centro histórico como cenário
O enquadramento é uma das características da Bemposta Manuelina. O Pelourinho e os antigos Paços do Concelho integram um núcleo onde permanecem marcas da história da antiga Bemposta e ajudam a transformar o próprio centro da vila em cenário do evento.
Rogério Ribeiro, presidente da União de Freguesias de Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz, tinha definido a iniciativa como um “regresso ao passado”, salientando também a importância de dar a conhecer às gerações mais novas “aquilo que já fomos e de onde viemos”.
Ao longo dos três dias, os cortejos régios foram alguns dos momentos de maior concentração de participantes. Danças medievais e orientais, trovadores, duelos e espetáculos de fogo sucederam-se no programa, com a participação dos grupos envolvidos na recriação e de coletividades locais.
A organização procurou também introduzir diferenças em relação às edições anteriores. Cátia Pérez explicava, na apresentação do programa, que existe a preocupação de trazer todos os anos novos artesãos e espetáculos, mantendo a matriz histórica que está na origem do evento.
Associações deram corpo às tabernas
A componente gastronómica voltou a envolver diretamente o movimento associativo. As tasquinhas instaladas no recinto foram exploradas por associações locais, permitindo-lhes aproveitar os três dias de maior movimento para angariar receitas para a respetiva atividade.
O programa chegou ao fim na noite de domingo, dia 16. Depois de um último dia que incluiu o Cortejo Régio e um torneio a cavalo e apeado, a animação prolongou-se pela noite. Um espetáculo de fogo antecedeu o 'Arraial, Arraial, Viva El Rey de Portugal', que encerrou a quinta viagem da Bemposta ao tempo de D. Manuel I.