Bispo auxiliar D. Roberto Mariz elogia papel do grupo Correio de Azeméis na ligação aos oliveirenses

Concelho

Eduardo Costa autografou um exemplar de 'Pecado no Orfanato' para D. Roberto Mariz durante a Festa do Padroeiro, numa conversa que passou também pela recuperação do órgão de tubos e pelo papel dos meios de comunicação na aproximação à comunidade.

D. Roberto Mariz destacou o papel desempenhado pelo Correio de Azeméis e pelos restantes meios do grupo na aproximação à comunidade, particularmente a quem acompanha Oliveira de Azeméis à distância. Numa conversa com Eduardo Costa durante a Festa do Padroeiro, houve ainda tempo para falar de 'Pecado no Orfanato' e da contribuição da venda do livro para a recuperação do órgão de tubos da Igreja Matriz.

A Festa do Padroeiro proporcionou um encontro entre D. Roberto Mariz, bispo auxiliar do Porto, e Eduardo Costa, diretor do Correio de Azeméis, no Largo de São Miguel, depois da Eucaristia Solene deste domingo.

A conversa começou à volta de 'Pecado no Orfanato'. Enquanto D. Roberto Mariz folheava o livro e mostrava curiosidade pela obra, Eduardo Costa autografou um exemplar para o bispo auxiliar do Porto.

O diretor do Correio de Azeméis, que assina o romance sob o pseudónimo António Eco, explicou que a história é baseada em factos reais, a partir de um relato que lhe chegou e cuja veracidade procurou confirmar. A narrativa tem como pano de fundo o período que se seguiu à Guerra Civil de Espanha, tema pelo qual Eduardo Costa revelou também um interesse antigo.

"Agradeço-lhe imenso a escrita e a arte da escrita que eu vou apreciar. E a generosidade", respondeu D. Roberto Mariz, numa referência ao destino dado às receitas da obra.

Livro ajuda recuperação do órgão

A venda de 'Pecado no Orfanato' está associada à angariação de fundos para a recuperação do órgão de tubos da Igreja Matriz de Oliveira de Azeméis, levando a conversa para a dimensão do projeto que a paróquia tem pela frente.

Foi referido um orçamento na ordem dos 350 mil euros para a recuperação do órgão, ao qual poderá acrescer uma intervenção superior a 100 mil euros na estrutura.

Eduardo Costa defendeu a importância de preservar a origem do instrumento durante o processo de recuperação e apontou também uma data que gostaria de ver associada à conclusão da intervenção: 2029, ano em que a Igreja Matriz celebra 300 anos.

"Nos 300 anos tem que ser inaugurado", afirmou Eduardo Costa. Perante a dimensão financeira do projeto, deixou uma mensagem de confiança na capacidade de mobilização em torno da recuperação: "Não se preocupe. Vai-se arranjar dinheiro."

D. Roberto Mariz viria também a referir a possibilidade de a intervenção estar concluída por ocasião dos 300 anos da igreja, deixando uma palavra de reconhecimento pelo empenho e pelas iniciativas destinadas a contribuir para esse objetivo.

"A distância física não distanciou o coração"

A conversa passou ainda pela relação entre a Igreja, a comunidade e os meios de comunicação locais. D. Roberto Mariz destacou a disponibilidade do Correio de Azeméis, Azeméis TV e rádio e o papel que desempenham na aproximação aos oliveirenses, incluindo aqueles que vivem longe da terra.

O bispo auxiliar do Porto salientou a cooperação existente e considerou que os meios de comunicação podem ser um instrumento importante para manter essa proximidade.

Eduardo Costa recordou, a propósito, a longa ligação dos meios do grupo à vida religiosa local, nomeadamente através da emissão dominical e das transmissões das celebrações, acompanhadas também por muitos oliveirenses que se encontram fora do concelho e do país.

D. Roberto Mariz resumiu essa capacidade de manter os vínculos apesar da distância numa frase: "A distância física não distanciou o coração."

Para o bispo auxiliar, o crescimento do digital não elimina a importância das referências e da ligação às origens, podendo antes funcionar como instrumento para aproximar quem está fisicamente longe da sua comunidade.

Padre Albino e padre Zé Manel também entraram na conversa

A conversa passou também por dois sacerdotes que marcaram, em momentos diferentes, a vida da comunidade oliveirense. Eduardo Costa recordou o padre Albino, destacando a dinâmica que imprimiu à paróquia e a ligação que manteve com a população.

"Ele deu uma vida extraordinária. Celebre-se muito esse homem", afirmou Eduardo Costa, considerando que o sacerdote se manteve "muito atual, muito presente para a comunidade".

A memória foi acompanhada por D. Roberto Mariz, que recordou ter voltado a encontrar referências ao trabalho desenvolvido pelo padre Albino quando participou numa celebração ligada ao padre Paiva, autor de uma obra sobre o sacerdote.

Da memória do padre Albino, a conversa passou para o atual pároco, padre José Manuel, com Eduardo Costa a destacar a forma aberta como se relaciona com as pessoas e o trabalho que tem desenvolvido para aproximar a paróquia da comunidade.

"Ele, de facto, atrai muito a comunidade. Está a fazer um trabalho maravilhoso", afirmou, destacando sobretudo a preocupação do sacerdote em ir ao encontro das pessoas, e não apenas em trabalhar com quem já participa regularmente na vida paroquial.

D. Roberto Mariz associou essa proximidade à cooperação que encontra também nos meios de comunicação locais, reconhecendo a abertura existente para dar expressão à vida da comunidade.

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