27 Sep 2026
Eduardo Costa autografou um exemplar de 'Pecado no Orfanato' para D. Roberto Mariz durante a Festa do Padroeiro, numa conversa que passou também pela recuperação do órgão de tubos e pelo papel dos meios de comunicação na aproximação à comunidade.
D. Roberto Mariz destacou o papel desempenhado pelo Correio de Azeméis e pelos restantes meios do grupo na aproximação à comunidade, particularmente a quem acompanha Oliveira de Azeméis à distância. Numa conversa com Eduardo Costa durante a Festa do Padroeiro, houve ainda tempo para falar de 'Pecado no Orfanato' e da contribuição da venda do livro para a recuperação do órgão de tubos da Igreja Matriz.
A Festa do Padroeiro proporcionou um encontro entre D. Roberto Mariz, bispo auxiliar do Porto, e Eduardo Costa, diretor do Correio de Azeméis, no Largo de São Miguel, depois da Eucaristia Solene deste domingo.
A conversa começou à volta de 'Pecado no Orfanato'. Enquanto D. Roberto Mariz folheava o livro e mostrava curiosidade pela obra, Eduardo Costa autografou um exemplar para o bispo auxiliar do Porto.
O diretor do Correio de Azeméis, que assina o romance sob o pseudónimo António Eco, explicou que a história é baseada em factos reais, a partir de um relato que lhe chegou e cuja veracidade procurou confirmar. A narrativa tem como pano de fundo o período que se seguiu à Guerra Civil de Espanha, tema pelo qual Eduardo Costa revelou também um interesse antigo.
"Agradeço-lhe imenso a escrita e a arte da escrita que eu vou apreciar. E a generosidade", respondeu D. Roberto Mariz, numa referência ao destino dado às receitas da obra.
A venda de 'Pecado no Orfanato' está associada à angariação de fundos para a recuperação do órgão de tubos da Igreja Matriz de Oliveira de Azeméis, levando a conversa para a dimensão do projeto que a paróquia tem pela frente.
Foi referido um orçamento na ordem dos 350 mil euros para a recuperação do órgão, ao qual poderá acrescer uma intervenção superior a 100 mil euros na estrutura.
Eduardo Costa defendeu a importância de preservar a origem do instrumento durante o processo de recuperação e apontou também uma data que gostaria de ver associada à conclusão da intervenção: 2029, ano em que a Igreja Matriz celebra 300 anos.
"Nos 300 anos tem que ser inaugurado", afirmou Eduardo Costa. Perante a dimensão financeira do projeto, deixou uma mensagem de confiança na capacidade de mobilização em torno da recuperação: "Não se preocupe. Vai-se arranjar dinheiro."
D. Roberto Mariz viria também a referir a possibilidade de a intervenção estar concluída por ocasião dos 300 anos da igreja, deixando uma palavra de reconhecimento pelo empenho e pelas iniciativas destinadas a contribuir para esse objetivo.
A conversa passou ainda pela relação entre a Igreja, a comunidade e os meios de comunicação locais. D. Roberto Mariz destacou a disponibilidade do Correio de Azeméis, Azeméis TV e rádio e o papel que desempenham na aproximação aos oliveirenses, incluindo aqueles que vivem longe da terra.
O bispo auxiliar do Porto salientou a cooperação existente e considerou que os meios de comunicação podem ser um instrumento importante para manter essa proximidade.
Eduardo Costa recordou, a propósito, a longa ligação dos meios do grupo à vida religiosa local, nomeadamente através da emissão dominical e das transmissões das celebrações, acompanhadas também por muitos oliveirenses que se encontram fora do concelho e do país.
D. Roberto Mariz resumiu essa capacidade de manter os vínculos apesar da distância numa frase: "A distância física não distanciou o coração."
Para o bispo auxiliar, o crescimento do digital não elimina a importância das referências e da ligação às origens, podendo antes funcionar como instrumento para aproximar quem está fisicamente longe da sua comunidade.
A conversa passou também por dois sacerdotes que marcaram, em momentos diferentes, a vida da comunidade oliveirense. Eduardo Costa recordou o padre Albino, destacando a dinâmica que imprimiu à paróquia e a ligação que manteve com a população.
"Ele deu uma vida extraordinária. Celebre-se muito esse homem", afirmou Eduardo Costa, considerando que o sacerdote se manteve "muito atual, muito presente para a comunidade".
A memória foi acompanhada por D. Roberto Mariz, que recordou ter voltado a encontrar referências ao trabalho desenvolvido pelo padre Albino quando participou numa celebração ligada ao padre Paiva, autor de uma obra sobre o sacerdote.
Da memória do padre Albino, a conversa passou para o atual pároco, padre José Manuel, com Eduardo Costa a destacar a forma aberta como se relaciona com as pessoas e o trabalho que tem desenvolvido para aproximar a paróquia da comunidade.
"Ele, de facto, atrai muito a comunidade. Está a fazer um trabalho maravilhoso", afirmou, destacando sobretudo a preocupação do sacerdote em ir ao encontro das pessoas, e não apenas em trabalhar com quem já participa regularmente na vida paroquial.
D. Roberto Mariz associou essa proximidade à cooperação que encontra também nos meios de comunicação locais, reconhecendo a abertura existente para dar expressão à vida da comunidade.