26 Sep 2026
A Rua General Humberto Delgado voltou a estar condicionada ao trânsito no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, uma opção que motivou críticas na Assembleia Municipal.
A câmara municipal admite realizar uma experiência de condicionamento do trânsito na Avenida António José de Almeida, depois de ter voltado a fechar a Rua General Humberto Delgado no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade. Pedro Cravo (CHEGA) questionou os transtornos causados a moradores e comerciantes, mas Joaquim Jorge defendeu que estas experiências servem precisamente para perceber o impacto de futuras alterações na utilização do espaço público.
O condicionamento da Rua General Humberto Delgado durante a Semana Europeia da Mobilidade voltou a ser questionado na Assembleia Municipal. Pedro Cravo (CHEGA) reconheceu a importância das iniciativas de promoção da mobilidade sustentável, mas contestou a escolha repetida daquela artéria da cidade.
"Promover mobilidade sustentável não pode significar simplesmente fechar uma rua e transferir os problemas para quem lá vive e trabalha", afirmou, lembrando que se trata de uma zona com moradores, comércio e circulação diária.
A rua acolheu novamente este ano atividades da Semana Europeia da Mobilidade, que decorreu entre 16 e 22 de setembro, incluindo ações dedicadas à segurança rodoviária.
Pedro Cravo questionou se não seria possível deslocar as iniciativas para uma zona com menor impacto sobre residentes e comerciantes.
Joaquim Jorge rejeitou que a escolha da Rua General Humberto Delgado resultasse apenas da necessidade de encontrar um espaço para realizar atividades.
"Porque aquilo não é uma festa", respondeu o presidente da câmara, explicando que o objetivo passa precisamente por fazer a comunidade perceber que a envolvente das escolas deverá ser progressivamente adaptada para garantir maior segurança.
O autarca defendeu a criação de "caminhos seguros para a escola" e de espaços públicos que privilegiem cada vez mais a circulação pedonal.
Segundo Joaquim Jorge, estes condicionamentos temporários funcionam também como experiências que permitem ao município perceber os efeitos que futuras alterações permanentes poderão provocar.
"Nós entendemos fazer este tipo de experiências para perceber e para aprender, até, com essas experiências e perceber, precisamente, os impactos que este tipo de medidas causam", afirmou.
Foi neste contexto que o presidente da câmara revelou que o município gostaria de testar uma solução semelhante na Avenida António José de Almeida.
Joaquim Jorge admitiu a possibilidade de vedar o trânsito durante alguns dias ou durante um fim de semana, procurando avaliar os impactos da medida e a forma como a população reage a uma diferente apropriação do espaço público.
O presidente da câmara considerou este tipo de experiências relevante para perceber de que forma poderão ser conciliadas futuras restrições ao automóvel com as necessidades dos moradores e do comércio.
A Avenida António José de Almeida constitui uma das artérias centrais da cidade e já tem sido abrangida por alterações de circulação ao longo dos anos.