23 Jul 2026
Parte da iluminação comprada pela Câmara será reutilizada nas freguesias com maior atividade comercial, enquanto o Parque de La Salette continuará a acolher o Mercado de Natal
O Parque de La Salette continuará a concentrar a principal programação natalícia, apesar do alerta da AD de que essa opção enfraquece o centro da cidade e prejudica os comerciantes. A Câmara promete iniciativas nas ruas centrais e vai reutilizar nas freguesias parte da iluminação comprada em anos anteriores e integrada no património municipal.
O Parque de La Salette continuará a ser o principal palco da programação de Natal de Oliveira de Azeméis. A Câmara não abdica da aposta, mas garante que haverá também iniciativas dirigidas ao centro da cidade e à zona histórica, depois de a AD ter alertado para o risco de as ruas comerciais perderem movimento numa das épocas mais importantes do ano.
João Costa reconheceu o valor do Parque de Natal, mas contestou a concentração das atividades naquele espaço. O vereador da AD pediu ao executivo uma programação capaz de atrair pessoas ao centro e apoiar os comerciantes.
“Estamos sempre, em todos os natais, a transferir-nos para o Parque de La Salette. O parque tem o seu valor, mas a verdade é que ficamos com o centro da cidade débil nessa altura do ano”, afirmou.
A advertência foi deixada durante a discussão das normas do Mercado de Natal, na última reunião da câmara municipal. João Costa ressalvou que a programação completa ainda não é conhecida, mas quis antecipar uma preocupação que a AD tem manifestado nos últimos anos.
Joaquim Jorge rejeitou a ideia de que todas as atividades estejam concentradas em La Salette. O presidente recordou que a árvore de Natal fica instalada no centro da cidade e adiantou que a programação de 2026 voltará a contemplar as ruas centrais e a zona histórica.
“Não desvalorizamos a importância do Natal para os comerciantes. Tivemos programação em 2025 e vamos ter, no Natal de 2026, programação direcionada para criar animação nestas zonas mais centrais”, assegurou.
O programa ainda não foi apresentado em detalhe. Joaquim Jorge defendeu, contudo, a manutenção do Parque de La Salette como principal polo natalício, considerando que o espaço reúne as condições necessárias para concentrar o mercado e as atividades destinadas às crianças.
O presidente apelou também ao envolvimento dos comerciantes, sobretudo quando as iniciativas decorrerem à noite. Se os estabelecimentos estiverem encerrados, observou, a animação nas ruas terá menor impacto nas vendas.
A Câmara pretende começar a alargar a outras freguesias parte do investimento realizado na iluminação natalícia. Uma parcela das peças utilizadas é adquirida pelo município, fica no património municipal e pode voltar a ser instalada nos anos seguintes.
Segundo Joaquim Jorge, parte desse acervo será disponibilizada às freguesias com uma dinâmica comercial que justifique a instalação. O presidente reconheceu que o investimento continua muito concentrado na cidade e defendeu uma distribuição mais abrangente.
“O Natal é pago por todos os contribuintes do concelho e não podem ser só alguns a beneficiar”, afirmou.
A medida não abrangerá necessariamente todas as freguesias. O município pretende começar pelas localidades com maior atividade comercial e criar progressivamente outras iniciativas fora da cidade.
O Mercado de Natal decorrerá no Parque de La Salette entre 28 de novembro de 2026 e 3 de janeiro de 2027, funcionando aos fins de semana e feriados. A abertura oficial está marcada para as 14h00 do primeiro dia.
Serão disponibilizados até dez quiosques para associações, coletividades, artesãos, comerciantes e empresários. Os espaços destinam-se à venda de artesanato, produtos alimentares, bebidas e artigos relacionados com a quadra natalícia.
A participação é gratuita e as inscrições decorrem até 13 de setembro. Os participantes escolhidos terão de manter os espaços abertos durante os dias e horários definidos pela organização.
As normas do Mercado de Natal foram aprovadas por maioria, com a abstenção dos vereadores da AD.