4 Apr 2026
Hóquei em Patins Desporto Formação Desporto
Com 126 jogos realizados num único dia (3 de abril) a azáfama no Pavilhão Dr. Salvador Machado exige uma vigilância constante fora das tabelas. Carla Costa, massagista, assegura.
Carla Costa, massagista da formação da União Desportiva Oliveirense (UDO), acompanha de perto a intensidade da modalidade, lidando com as ocorrências típicas de um desporto de contacto.
Sobre as intervenções mais frequentes na pista, a profissional explica a natureza dos incidentes:
"Muitas pancadas de bola, muitas pancadas de stick... muitas vezes na zona da face, na zona da cabeça. Inclusivamente, as próprias bancadas, por estarem tão próximas, às vezes criam situações que nos obrigam a intervir".
A massagista salienta que, apesar do volume de jogos, a equipa tem conseguido dar resposta a todos os episódios, incluindo alguns mais delicados. "Já tivemos situações mais complicadas, de cortes no sobreolho e ferimentos que precisaram de outro tipo de cuidado, mas temos conseguido resolver tudo aqui na nossa zona de assistência", afirma Carla Costa.
Um dos pontos de destaque desta edição é a diferença de equipamento entre as equipas portuguesas e as espanholas, como o Barcelona e o Liceo, que utilizam proteção de cabeça. Para a massagista da UDO, a adoção do capacete em Portugal seria um passo fundamental para a segurança dos jovens atletas:
"Eu acho que era uma mais-valia. Os miúdos sentem-se mais seguros. Às vezes nota-se um certo desequilíbrio e uma sensação de insegurança quando os nossos atletas jogam contra equipas que vêm totalmente protegidas e nós não".