26 Jun 2026
Na Rua do Cruzeiro, em Oliveira de Azeméis, os ecopontos voltaram a servir de montra ao velho problema: quando um contentor enche, o lixo começa a crescer cá fora. Desta vez, o principal responsável era o do papel e cartão, visivelmente cheio, com embalagens, caixas e sacos acumulados à volta, em plena via pública.
O Correio de Azeméis esteve no local e confirmou que os restantes ecopontos não estavam cheios. Ainda assim, durante o período em que permaneceu na zona, viu dois jovens aproximarem-se com sacos de lixo comum e deixá-los no exterior, uma cidadã chegar com um saco de vidro e deixá-lo também fora do equipamento, e uma transeunte atirar um guardanapo para o meio do lixo já acumulado.
Ou seja, o problema começou no cartão cheio, mas depressa ganhou reforços de várias categorias. Quando o lixo está à vista, há sempre quem entenda que a rua também pode passar a ser contentor.
A imagem não mostra apenas uma falha de recolha, mostra também falta de civismo. Se o ecoponto está cheio, o lixo não desaparece por ficar pousado ao lado. Fica na rua, degrada o espaço público e dá ao centro da cidade um postal pouco recomendável.