6 Mar 2026
Fajões> A caminho da celebração do 70.º aniversário
O grupo folclórico As Ceifeiras de S. Martinho de Fajões iniciou um novo ciclo diretivo com António Belmiro na presidência e prepara as comemorações dos 70 anos, a assinalar a 26 de março, num momento em que a continuidade geracional surge como principal desafio para o futuro da coletividade.
A mudança na direção surgiu na sequência do afastamento de Álvaro Rocha da presidência por motivos de idade e saúde, mantendo-se, contudo, ligado ao grupo como tesoureiro e referência histórica.
Apesar do marco histórico, a renovação de elementos é apontada como prioridade. A direção reconhece dificuldades em atrair jovens, realidade que afeta muitos grupos folclóricos, mas mantém a convicção de continuidade sustentada na tradição cultural e no vínculo comunitário que caracteriza As Ceifeiras.
Assumir a responsabilidade pelo grupo
“Nunca pensei chegar a esta idade e assumir esta responsabilidade, mas o grupo precisava e eu não podia virar as costas. Entrei para o rancho ainda rapaz e senti que devia retribuir aquilo que ele me deu ao longo da vida.”
António Belmiro, presidente de As Ceifeiras de S. Martinho de Fajões
Reconhecimento
“O rancho deve muito ao senhor Álvaro e à esposa. Foram eles que o mantiveram vivo em momentos difíceis, com um esforço enorme e dedicação constante. Se hoje o grupo existe, é muito por causa desse trabalho.”
António Belmiro
Identidade cultural
“O folclore pode passar por fases mais fracas, mas não desaparece. É a raiz de um povo, a nossa história e a nossa maneira de viver. Cabe-nos a nós manter isso vivo e transmiti-lo aos mais novos.”
António Belmiro
Continuidade ao longo das décadas.
“Foram muitos anos dedicados ao rancho, sempre com gosto e carinho. Fizemos tudo para que As Ceifeiras nunca acabassem e fico feliz por ver que há quem continue o trabalho.”
Álvaro Rocha, ex-presidente de As Ceifeiras de S. Martinho de Fajões
Manter o grupo em momentos difíceis.
“Houve fases muito difíceis, em que parecia que o rancho podia acabar. Mas nunca desistimos. Fomos resistindo, trabalhando e acreditando que As Ceifeiras tinham de continuar.”
Álvaro Rocha
Confiança na nova direção.
“Fico satisfeito por ver que há continuidade e que há quem queira assumir responsabilidades. O rancho precisa de pessoas que gostem dele e que o queiram levar para a frente.”
Álvaro Rocha
O rancho como parte da vida.
“As Ceifeiras fazem parte da minha vida. Dediquei-lhe muitos anos e muitas horas. É algo que fica para sempre e que me dá grande orgulho.”
Álvaro Rocha
Sete décadas de folclore em Fajões
Fundado em março de 1956, o grupo As Ceifeiras de S. Martinho de Fajões é uma das coletividades culturais mais antigas da freguesia. Ao longo de várias gerações preservou danças, cantares e trajes tradicionais, consolidando um espólio etnográfico próprio. A sede funciona numa antiga escola primária cedida ao grupo, permitindo ensaios e conservação do património. Em 2026, a coletividade assinala 70 anos de atividade contínua no movimento folclórico local.