17 Jun 2026
Manuel Almeida levou à reunião de Câmara a situação de um cidadão que estará há vários meses em situação de sem-abrigo e questionou que respostas foram articuladas pelo município com a Segurança Social
A situação de um cidadão que estará há vários meses em condição de sem-abrigo foi levada à reunião de Câmara de Oliveira de Azeméis por Manuel Almeida, vereador do CHEGA. O eleito questionou se o município conhece o caso e que respostas foram articuladas com a Segurança Social. O executivo socialista disse desconhecer a situação ao nível político, mas garantiu que vai avaliá-la.
Manuel Almeida levou ao período antes da ordem do dia uma situação que classificou como “de carácter social e sensível”. O vereador do CHEGA disse ter recebido informação sobre um cidadão que se encontrará há “largos meses”, eventualmente “um ano ou mais”, em situação de sem-abrigo.
Sem identificar a pessoa, o eleito afirmou que, segundo os dados que lhe foram transmitidos, poderá tratar-se de alguém com problemas de saúde e que já terá solicitado apoio a várias entidades, incluindo a Câmara Municipal e a Segurança Social.
“Naturalmente, não conhecemos todos os contornos do processo e respeitamos a confidencialidade que este tipo de situação exige”, ressalvou Manuel Almeida, antes de manifestar preocupação com a possibilidade de um cidadão permanecer durante tanto tempo numa situação de vulnerabilidade social.
O vereador perguntou ao executivo se a Câmara tem conhecimento do caso, que diligências foram efetuadas pelos serviços municipais, em articulação com a Segurança Social e outras entidades competentes, e se existem medidas em curso que permitam resolver ou, pelo menos, atenuar a situação.
Rui Luzes Cabral, vice-presidente da Câmara, respondeu que desconhecia o caso. O eleito do PS admitiu confirmar junto dos serviços de ação social se houve alguma sinalização e garantiu que a situação será avaliada.
“Geralmente, estas questões não ficam tantos meses sem chegarem ao nosso conhecimento. É estranho que isso possa acontecer, mas vamos avaliá-lo”, afirmou Rui Luzes Cabral.
Mais tarde, Manuel Almeida voltou ao tema para esclarecer que recebeu a informação numa conversa privada e que lhe foi pedido que levasse o assunto à reunião. O vereador referiu ainda que lhe tinha sido transmitido que os serviços de ação social teriam conhecimento da situação.
Inês Lamego, vereadora do PS que tutela o Desenvolvimento Social, também admitiu estranheza perante a possibilidade de o caso não ter chegado ao executivo político. A autarca sublinhou que os técnicos municipais têm autonomia para resolver a maioria das situações, mas considerou estranho que, existindo uma dificuldade há tanto tempo, o executivo a desconheça.
A reunião terminou sem anúncio de qualquer medida concreta ou prazo de resposta. O caso ficou remetido para avaliação pelos serviços municipais.