Cinco anos de voluntariado e ajuda ao próximo

Concelho

> Forças de segurança transformam Futebol em solidariedade

Elementos da GNR e da PSP voltaram a juntar futebol e voluntariado para ajudar quem mais precisa. A edição deste ano do Torneio de Futebol Solidário Velhas Guardas – DTER Azeméis angariou fundos para adaptar uma casa de banho e renovar o quarto de Inês, jovem de 23 anos acompanhada pela CerciAz, num apoio executado pelos próprios agentes, nos tempos livres.

O Centro de Educação e Recuperação de Crianças Deficientes e Inadaptadas de Oliveira de Azeméis foi desafiado pela organização a indicar uma situação concreta que pudesse beneficiar do apoio.
 Depois de uma visita domiciliária, a escolha recaiu sobre Inês, que, após uma intervenção ao joelho, enfrentava dificuldades de mobilidade e não conseguia utilizar a casa de banho em segurança devido à existência de uma banheira.
A intervenção substituiu a banheira por uma base de duche, adaptou a casa de banho às necessidades da jovem e incluiu também a renovação do quarto.

Futebol financia materiais
O Torneio de Futebol Solidário Velhas Guardas – DTER Azeméis é promovido há cinco anos por um grupo autónomo de elementos das forças de segurança. Não é uma iniciativa institucional da GNR ou da PSP, mas envolve militares e agentes que se juntam fora do horário de serviço. “Temos mão de obra, as obras são todas feitas por nós e conseguimos arranjar verbas para os materiais”, explicou o chefe cabo Almeida, envolvido na organização da iniciativa.
Não é a primeira vez que o grupo transforma o torneio em ajuda concreta. Depois da adaptação de uma casa de banho realizada na edição anterior, os voluntários voltaram este ano a pôr mãos à obra para melhorar as condições de vida de uma nova beneficiária.

Gesto além do donativo
Paula Nogueira, diretora-geral da CerciAz, destacou o impacto humano da iniciativa. “Foram os próprios agentes, não enquanto agentes mas enquanto seres humanos, voluntários, com coração enorme, que abdicaram das suas horas de descanso em prol do bem-estar da comunidade”, afirmou.
Para a responsável, o gesto ganha força por não se limitar à entrega de dinheiro. “Utilizaram o corpo e as mãos, que no fundo são o seu material de trabalho, em prol desta família”, sublinhou.

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