27 May 2026
Os clubes do concelho também aproveitam o Mercado à Moda Antiga como uma oportunidade financeira
Mercado à Moda Antiga 2026
Entre grelhadores, balcões e mesas cheias, várias coletividades desportivas trocaram, por dois dias, os campos, pistas e pavilhões pelo trabalho de tasquinha. No Mercado à Moda Antiga, a receita contou, mas o ponto comum foi outro: mostrar que o desporto oliveirense também vive da união de atletas, pais, dirigentes e voluntários
Na Escola Livre de Azeméis, Rui Santiago e Jorge Silva olharam para o Mercado como uma oportunidade financeira, mas também como cartão de visita. A coletividade destacou a casa cheia de sábado e a forma como a boa disposição do grupo de trabalho ajudou a atrair quem passava.
Os Veteranos da União Desportiva Oliveirense levaram outra marca: o convívio. Ricardo Gaspar lembrou que o grupo reúne cerca de 70 elementos e que, passada a fase mais competitiva do futebol, é a amizade que continua a manter todos ligados.
Em ano de Bodas de Ouro, o Núcleo de Atletismo de Cucujães aproveitou a presença no Mercado para reforçar a ligação à comunidade. Joaquim Correia reconheceu que o trabalho nem sempre tem retorno financeiro proporcional, mas valorizou a proximidade criada entre associações.
Também a Associação Cultural de Travanca ligou a participação à atividade desportiva, com Rui Martins a explicar que a angariação de fundos ajuda a financiar o Grande Prémio de Atletismo de São Martinho. Em Palmaz, Cátia Pérez sublinhou que o Mercado, a Noite Branca e o 3720 são iniciativas importantes para manter atividade ao longo do ano.
O Grupo Cultural e Recreativo de Ossela juntou-se ao mesmo retrato. Com forte ligação ao futsal e pavilhão próprio, a coletividade tem despesas permanentes e encontrou no Mercado uma ajuda para equilibrar contas, sem esconder o peso do trabalho. Fernando Almeida lembrou que a festa depende das associações e da equipa de voluntários que, a custo zero, assegura cozinha, serviço e montagem.
“É um cartão de visita para as associações” “É também um cartão de visita para as próprias associações. Apostamos muito na qualidade e na animação do staff, porque conseguimos transmitir para fora a união que existe entre nós. As pessoas passam, veem o pessoal divertido a trabalhar e acabam por parar.”
Rui Santiago, Escola Livre de Azeméis
“Conseguimos mostrar aquilo que somos” “O clube precisa também de financiamento e esta é uma boa oportunidade para agregar algum valor. Ao mesmo tempo, conseguimos mostrar aquilo que somos e estar mais próximos das pessoas.”
Jorge Silva, Escola Livre de Azeméis
“Dá mais vida à cidade” “Isto une a comunidade, dá mais vida à cidade e aproxima associações que se conhecem melhor por estarem lado a lado. É de louvar ver Oliveira de Azeméis tão bem representada ao nível do associativismo.”
Joaquim Correia, Núcleo de Atletismo de Cucujães
“Ajuda a financiar o Grande Prémio” “Participamos em eventos como este para angariar fundos e também para financiar o Grande Prémio de Atletismo de São Martinho. É cansativo, porque há preparação, montagem e desmontagem, mas foi um ano muito positivo.”
Rui Martins, Associação Cultural de Travanca
“Chegamos ao fim e vale a pena” “A logística é muito difícil e nunca temos pessoas suficientes. Mas o Mercado, a Noite Branca e o 3720 são uma mais-valia para nós. Chegamos ao fim e achamos que vale a pena.”
Cátia Pérez, ADRC de Palmaz
Sem coletividades não funcionava “Esta festa é uma festa das coletividades. Sem as coletividades isto não funcionava. Um dos nossos objetivos é ajudar o orçamento do clube, que tem pavilhão próprio e muitas despesas.”
Fernando Almeida, Grupo Cultural e Recreativo de Ossela
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Bodas de Ouro em ano de Mercado
A presença do Núcleo de Atletismo de Cucujães teve este ano peso simbólico acrescido: a coletividade está a assinalar 50 anos de atividade. No Mercado, Joaquim Correia valorizou a oportunidade de estar no centro da cidade, junto de outras associações, num momento em que o clube celebra meio século de ligação ao desporto e à comunidade.