6 Aug 2026
Liliana Tavares e Lúcio Aires apresentaram na Azeméis TV a participação do Rancho Folclórico Cravos e Rosas nas Festas de La Salette
> RANCHO PARTICIPA PELA TERCEIRA VEZ NO FESTIVAL DAS SOPAS
O Rancho Folclórico Cravos e Rosas volta a marcar presença nas Festas de La Salette, entre 3 e 10 de agosto, participando pela terceira vez no Festival das Sopas. A tasquinha permitirá ao grupo angariar fundos para manter a atividade, mas representa também uma semana de trabalho para os elementos da associação.
“As associações e os grupos sobrevivem dos donativos e do trabalho próprio”, sublinha Liliana Tavares, presidente do rancho. Para a dirigente, a presença nas festas constitui uma oportunidade importante de financiamento, além de aproximar o grupo do público.
A participação exige a montagem e desmontagem da estrutura, o transporte dos materiais, a confeção dos alimentos e a permanência diária na tasquinha. “É exigente”, admite Liliana Tavares, agradecendo aos elementos que se disponibilizam para ajudar. Lúcio Aires, vice-presidente, descreve a semana como “cansativa”.
Sopa decidida por sorteio
A sopa que o grupo irá apresentar no concurso de sopas é o caldo verde.
A ementa incluirá também alguns dos produtos habituais da tasquinha do Cravos e Rosas, como tábuas de petiscos, moelas, sangria e outras propostas preparadas pelos elementos do rancho.
“É uma oportunidade excelente para as associações que se conseguem fazer representar”, considera Liliana Tavares. A dirigente sublinha que o resultado financeiro depende diretamente do envolvimento dos membros e do trabalho realizado ao longo de toda a semana.
Festival de folclore deixou “coração cheio”
A presença dos Cravos e Rosas em La Salette ficou marcada, no ano passado, pela organização do festival de folclore. Nesse dia, o grupo optou por não abrir a tasquinha para concentrar todos os elementos na preparação do espetáculo e na receção dos participantes.
Lúcio Aires considera que o festival “não podia ter corrido melhor”. A iniciativa contou com o Grupo Folclórico dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia, dois grupos internacionais oriundos da Irlanda e da Alemanha e outros participantes ligados ao intercâmbio que tornou possível a presença dos grupos estrangeiros.
Uma das preocupações da organização foi o cumprimento dos horários. Às 21h30, todos os grupos estavam em palco, como estava previsto.
Liliana Tavares, que apresentou o espetáculo, recorda sobretudo a dimensão da assistência. “Estava muita, muita, muita gente. Estava uma moldura humana fantástica”, afirma.
A presidente reconhece que os grupos de folclore dizem, por vezes, que são o “parente pobre da cultura”, por nem sempre receberem a atenção e o apoio esperados. A adesão registada em La Salette contrariou essa perceção.
“Foi sair de coração cheio”, resume. Lúcio Aires acrescenta que era visível a satisfação do público, que permaneceu no recinto e acompanhou as atuações com entusiasmo.
Este ano, sem a responsabilidade de organizar o festival de folclore, o grupo Cravos e Rosas estarão mais concentrados na tasquinha e no Festival das Sopas. A prioridade será receber o público, apresentar os petiscos do grupo e aproveitar a semana para reforçar as receitas da associação.