18 Jun 2026
As três aldeias, Vilarinho de S. Luís, o Núcleo de Areja e Canedo, reuniram-se num dia promovido para se conhecerem entre si
Projeto ‘As Casas do Povo 5G’
O projeto ‘As Casas do Povo 5G’ é um projeto que procura trabalhar em 10 aldeias de Portugal, e tem como principal objetivo combater o isolamento social. A aldeia de Vilarinho de São Luís foi a aldeia piloto deste projeto, que iniciou em setembro de 2025
O projeto é confinanciado e promovido pelas Aldeias de Portugal e pela Associação Semear Talentos.
Para além da aldeia da freguesia de Palmaz, também fazem parte as aldeias do Núcleo de Areja e Canedo.
Encontro de comunidades
“Nós passamos a semana em várias aldeias, mas hoje decidimos que era o momento para nos encontrar”.
‘As Casas do Povo 5G’ organizou, a 18 de junho, um encontro entre as três aldeias no Parque Molinológico de Ul, promovendo o convívio entre comunidades através de entrevistas e registos fotográficos feitos pelos seniores.
“Hoje é o primeiro encontro entre as comunidades, é a primeira vez que estas três comunidades que já estamos a trabalhar se vão encontrar”, afirma Emílio Fuentes, um dos membros do projeto.
Objetivo é levar a tecnologia às aldeias remotas
O projeto assenta em pilares como o acompanhamento social, a cultura, a tecnologia, a capacitação digital e a rádio. Por estar ligado à tecnologia, o nome remete “à recriação do que eram antigamente as casas do povo”, explica Emílio.
O principal objetivo é trabalhar durante três anos com as comunidades, indo ao encontro das “necessidades da própria comunidade”, sublinha. Estarão presentes nas aldeias semanal, ou quinzenalmente.
A rádio amadora é uma vertente promissora
“A rádio comunitária das Casas do Povo 5G, ao longo do tempo do projeto, vai criar podcasts, programas relacionados com a rádio”, onde a população vai apresentar a realidade das aldeias, as suas tradições, costumes e dar voz à aldeia que, muitas vezes, “não têm essa voz”.
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“’As Casas do Povo 5G’ veio enriquecer mais a população, sentimo-nos bem com eles, e espero que isto dure”. Alberto Soares, de Vilarinho de São Luís
“Estamos a gostar muito, porque envolve gente nova que nos atura, a nós velhotes. É sempre um momento divertido com eles”, Almerinda Amaral, de Vilarinho de São Luís
“Gosto da maneira como eles falam connosco. Não podia ser melhor para juntar jovens como nós”, Maria da Conceição, do Núcleo de Areja
“Foram bem recebidos. São pessoas simpáticas, simples, das quais gostamos muito”, Jorge Martins, do Núcleo de Areja
“Veio trazer uma mais-valia para as pessoas, principalmente reformados, que estavam um bocadinho isolados”, Manuel Ramalho, do Núcleo de Areja