24 Apr 2026
Rafael Aragão confessou que não estava à espera de ter a sua música no Spotify, e que não contava com o crescimento repentino,
> Rafael Aragão destaca-se no mundo do hip-hop
Rafael Aragão, natural de Oliveira de Azeméis, é compositor e cantor de hip-hop e rap. Tem como inspiração Dillaz e Pikura, dois exemplos de rappers portugueses.
Desde o início do ano que já lançou quatro singles, em todas as plataformas de streaming.
“O bichinho pela música já faz parte há algum tempo, cerca de cinco/seis anos”, começa por confidenciar Rafael Aragão. Desde sempre que tem o gosto de escrever músicas e, há cerca de um ano, começou a dar voz às suas letras. Após mostrar uma música a um amigo, este “partilhou com o seu vizinho, que era produtor, e ele deu-me um feedback bastante positivo e eu decidi arriscar”.
Processo criativo interligado com as suas vivências
Desde então, decidiu continuar a compor e, em janeiro de 2026, lançou o primeiro single e, por mês, lançou mais três. “Procuro sempre alguns beats, tenho pessoal que me consegue arranjar beats, e eu tento encaixar sempre a voz com determinado beat e cada letra tem um estilo próprio”, refere em relação ao seu estilo e composição de música. O objetivo é lançar uma música por mês.
“Consigo ter muita inspiração e deve-se mais ao facto de ser tudo real e tudo o que eu passo”, comenta. Rafael refere que tenta “transmitir isso nas músicas, para que também os meus ouvintes consigam entender um bocadinho o meu lado”, considerando “uma forma de desabafo”.
Três meses de grande crescimento
A primeira música de Rafael Aragão foi para o ar no dia 6 de janeiro e, atualmente, tem três mil ouvintes e cinco mil streaming. “Em três meses, para um artista emergente, sem equipa, sem nada, apenas eu, acho que é um feedback bastante positivo”, motivando o cantor e compositor a continuar o seu trabalho.
“Senti um orgulho enorme. Fiquei muito em choque, não estava nada à espera, porque foi uma coisa mesmo de repente”, comenta. Revela que ouviu, pela primeira vez, a sua música na Spotify, quando estava num autocarro. “Puvi a minha música e foi, ‘isto está mesmo a acontecer’", recorda.