Desagregação da UF Oliveira de Azeméis divide opiniões

Concelho Debates - Outras Visões Políticas

Ricardo Campelo de Magalhães, Vitor Januário e Juliana Santos debateram a desagregação da União de Freguesias no programa “Outras Visões Políticas”, da Azeméis TV

'Outras Visões Políticas' - Debate na Azeméis TV

Debate na Azeméis TV expôs posições opostas sobre o futuro administrativo da União de Freguesias de Oliveira de Azeméis.

A possibilidade de desagregação da União de Freguesias de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, Ul, Macinhata da Seixa e Madaíl voltou a marcar o debate político local, no programa "Outras Visões Políticas” da Azeméis TV que juntou representantes da Iniciativa Liberal, CDU e LIVRE.

Vítor Januário, da CDU, e Juliana Nunes, do LIVRE, defenderam a reposição das antigas freguesias, argumentando que a reorganização administrativa de 2013 afastou os eleitos das populações e concentrou investimentos no centro da cidade.

Para a CDU, o processo de agregação “nunca teve legitimidade democrática”, uma vez que “as populações não foram ouvidas”. Vítor Januário criticou ainda aquilo que considera ser uma lógica “economicista”, defendendo que as freguesias devem ter autonomia para decidir o seu próprio desenvolvimento.

Também Juliana Nunes considerou que a atual União de Freguesias “não representa devidamente as populações periféricas”, apontando problemas como estradas degradadas, isolamento de idosos e dificuldades de acesso aos serviços. “As pessoas sentem-se esquecidas”, afirmou.

Já Ricardo Campelo de Magalhães, da Iniciativa Liberal, manifestou-se contra a desagregação, defendendo que a união permite ganhos de escala e maior capacidade financeira. O dirigente liberal estimou que uma eventual separação poderia representar um aumento de cerca de 400 mil euros em custos administrativos e salariais.

A IL considera que muitos dos problemas apontados “já existiam antes da agregação” e entende que o essencial passa por melhorar a gestão dos recursos existentes, sem criar novas estruturas.

Apesar das divergências, Ricardo Campelo de  Magalhães admitiu que “a vontade da população deve ser soberana”, caso venha a existir uma decisão democrática favorável à desagregação.

O debate acabou por refletir duas visões distintas sobre o poder local: de um lado, a defesa da proximidade e identidade territorial; do outro, a aposta na eficiência administrativa e financeira.
 

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