Diogo Landô leva exposição pop-up ao centro da cidade

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Diogo Landô apresenta a 3720 POP-UP nos dias 29 e 30 de maio cuja localização exata será revelada na véspera

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Durante dois dias, um espaço no centro de Oliveira de Azeméis vai ser transformado numa exposição de arte contemporânea em formato efémero. A 3720 POP-UP, projeto do artista visual oliveirense Diogo Landô, decorre nos dias 29 e 30 de maio, com localização exata a ser revelada na véspera

A proposta foge ao modelo tradicional de galeria. A exposição junta obras originais de Diogo Landô, música, zona de bar, performance de dança ao vivo e um espaço criativo pensado para crianças. A abertura está marcada para 29 de maio, das 17h00 às 21h00, e continua no dia 30, as 15h00 às 21h00. O evento irá realizar-se na zona da Rua Pedonal, mas o espaço concreto só será conhecido no dia anterior.

O mistério faz parte do conceito pop-up: uma ocupação temporária, pensada para aparecer, criar relação com o público e desaparecer ao fim de dois dias.

Um espaço para ficar, conversar e circular

O evento coincide com o calendário do 3720, embora o artista tenha explicado que a ligação surgiu por coincidência de datas e acabou por ser integrada na dinâmica cultural da cidade, com a câmara municipal a apoiar a organização. 

Mais do que uma mostra de obras, Diogo Landô quer criar um ponto de encontro. O objetivo é que o público possa circular, conversar, ouvir música, assistir à performance e permanecer no espaço, sem a formalidade associada a uma galeria convencional. Para Landô, iniciativas deste género podem ajudar a criar novas razões para as pessoas circularem pela cidade e ocuparem espaços que estão habitualmente fechados ou subutilizados.

Arte fora do circuito habitual

Natural de Oliveira de Azeméis, Diogo Landô estudou artes e comunicação no Porto e passou por áreas como design gráfico, direção de arte, fotografia, vídeo, pintura e banda desenhada antes de se dedicar ao trabalho artístico. Hoje vive no concelho e tem ateliê em Ossela.

A 3720 POP-UP será também uma apresentação do seu trabalho à comunidade oliveirense. O artista trabalha entre a pop art e a arte contemporânea, recorrendo a técnicas como colagem, manipulação fotográfica, pintura digital e intervenção sobre peças em grande formato.

As obras, segundo explicou na entrevista à Azeméis TV, cruzam referências clássicas e contemporâneas, com imagens coloridas, ironia visual e elementos que exigem uma leitura mais demorada. A exposição terá também obras disponíveis para aquisição.

Arte para todos

"A exposição é familiar. As pessoas podem vir com amigos, com família, com crianças, com animais. Gosto que a arte esteja envolvida com toda a gente, não é uma coisa elitista.” 

Um ambiente informal

“Isto não é um ambiente de museu ou de galeria branca. É uma coisa informal, em que toda a gente está no espaço, a perceber o espaço, a conviver, a encontrar amigos.”

A cidade como comunidade

“Vivemos numa cidade que é uma comunidade. Quero que este evento seja para a comunidade, para receber toda a gente, para as pessoas verem, estarem um bocadinho e conversarmos.”

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