Donativos recorde da região durante o COVID-19 espelham o reconhecimento da sociedade à gestão de Miguel Paiva no Hospital S. Sebastião

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Miguel Paiva descreve a região do Entre Douro e Vouga "profundamente empreendedora". Quando à ida para Lisboa, disse ser "especulativo", mas a Azeméis TV tem fontes que dão como certa a "partida".

Presidente da ULS Entre Douro e Vouga não confirma saída para Lisboa, mas fontes do Correio de Azeméis colocam-no como certo na capital

Em entrevista exclusiva nos estúdios da Azeméis TV Miguel Paiva revela que a instituição foi uma das que mais donativos recebeu a nível nacional durante a pandemia de Covid-19. No balanço de uma década de gestão, o administrador detalha o investimento em robótica e oncologia, respondendo de forma diplomática aos rumores "seguros" que o colocam na liderança do Hospital de São José, em Lisboa.

Em conversa com o diretor do grupo Correio de Azeméis, Miguel Paiva descreveu o período da pandemia de Covid-19 como o desafio mais intenso desta década. Estando a unidade na "fronteira" com o cerco sanitário de Ovar, o gestor recorda com orgulho a resposta civil: "A nossa instituição foi daquelas que recolheu o maior volume de donativos financeiros da comunidade. Tivemos donativos na ordem das centenas de milhares de euros nessa altura e isso para nós tocou-nos muito significativamente porque foi a demonstração de que a região estava connosco".

Para Miguel Paiva, este envolvimento gerou uma "sensação de comunhão e esta sensação de que aquilo que estamos a fazer é efetivamente também valorizado".

Esta relação de proximidade explica-se, em parte, pela forma como o administrador encara a região de Entre Douro e Vouga. Miguel Paiva descreve-a como uma zona "profundamente empreendedora" e exportadora, onde o setor privado e a indústria são os grandes motores da criação de riqueza.

 Para o gestor, o Serviço Nacional de Saúde tem a obrigação ética de retribuir este esforço com cuidados de alta diferenciação, sendo que a qualidade da saúde é hoje um fator decisivo para atrair novos investidores e quadros multinacionais para os concelhos vizinhos.

Olhando para o futuro imediato, a gestão foca-se agora num robusto plano de investimentos que inclui a inauguração de uma unidade de oncologia e a instalação do primeiro robô cirúrgico no Hospital de São Sebastião.

Além disso, a recente integração no modelo de Unidade Local de Saúde (ULS) permitiu alcançar uma cobertura de médico de família de 99,5%, um número quase sem paralelo a nível nacional que possibilita um acompanhamento personalizado, especialmente para os doentes de muito alto risco.

A entrevista escalpelizou o estado atual do SNS numa região que serve cerca de 330 mil pessoas. O diálogo, conduzido por Eduardo Costa, não evitou os temas mais sensíveis, oscilando entre as conquistas técnicas da última década e as notas de caráter mais humano que definem a relação entre o hospital e os cidadãos.

 

O Convite de Lisboa – Especulação ou Destino?

O sucesso da gestão de Miguel Paiva ecoou nos corredores da capital e, durante a entrevista, Eduardo Costa confrontou o administrador com informações "seguras", indicando que o gestor poderá estar a caminho de Lisboa para assumir a liderança do Hospital de São José. O diretor do Correio de Azeméis foi incisivo ao afirmar que as suas fontes tornam o cenário "não especulativo", sugerindo que o reconhecimento nacional do trabalho feito na região terá precipitado este convite. E deu nota de uma sensação agridoce para a região, pois a saída para a capital representa como que uma perda para a região.

Miguel Paiva, contudo, manteve o tom diplomático, classificando as notícias como "especulativas" e escusando-se a comentar o que chamou de "outros voos". Com o mandato a terminar em dezembro de 2026, o administrador sublinhou que a instituição possui hoje equipas e projetos — como a nova unidade de saúde mental de 8 milhões de euros — que garantem a continuidade do rumo traçado, independentemente de quem esteja na liderança.

 

“Chovia dentro da consulta externa e nas enfermarias”

O percurso de Miguel Paiva à frente do Hospital de São Sebastião — e agora da ULS do Entre Douro e Vouga — confunde-se com a própria evolução da saúde na região. Em funções desde fevereiro de 2015, Paiva completará no próximo mês 11 anos de um mandato marcado por uma transformação profunda. Esta trajetória começou com a necessidade de estabilizar urgências críticas após o período da Troika e estendeu-se à recuperação de infraestruturas que, na altura, apresentavam carências graves.

O administrador recorda que, em Oliveira de Azeméis, encontrou um hospital onde "chovia dentro da área da consulta externa... chovia em algumas enfermarias, e, portanto, isso não era digno".

Esta realidade foi revertida através de uma estratégia que valorizou as unidades de proximidade. Atualmente, o cenário é oposto, com a unidade de Oliveira de Azeméis a tornar-se uma referência: "Hoje vêm médicos (...) fazer estágios na unidade de geriatria do Hospital de Oliveira de Azeméis porque nós aqui, na área da geriatria aguda, nós estamos a fazer daquilo que melhor se faz nesta área no país"

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