ESAN participa no desenvolvimento de satélite em cortiça

Concelho

O CubeSat distingue-se por recorrer à cortiça como material estrutural

> Projeto da Universidade de Aveiro

A Escola Superior Aveiro Norte (ESAN) integra o projeto da Universidade de Aveiro que desenvolveu um CubeSat em cortiça, um pequeno satélite experimental que procura testar materiais mais leves e com menor impacto ambiental para utilização no setor espacial.

 

O projeto é liderado pelo Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) da Universidade de Aveiro e envolve também o Instituto de Telecomunicações de Aveiro. O  CubeSat distingue-se por recorrer à cortiça como material estrutural, numa solução que pretende responder à preocupação crescente com a proliferação de satélites em órbita baixa e com o impacto da sua reentrada na atmosfera. 


Cortiça como alternativa ao metal
A escolha da cortiça procura substituir, em parte, as estruturas metálicas tradicionalmente usadas em pequenos satélites. A Universidade de Aveiro pretende estudar o comportamento deste material em ambiente espacial e perceber de que forma se degrada durante a missão e na reentrada atmosférica.
Além da componente ambiental, a cortiça pode trazer outra vantagem: a redução de peso. Um satélite mais leve pode diminuir custos de lançamento, uma variável decisiva num setor onde cada grama conta. O CubeSat deverá transportar experiências destinadas a monitorizar a degradação da cortiça e a emissão de frequências no espaço.

Laboratório vai testar satélites e drones
A Universidade de Aveiro apresentou também um novo laboratório de experimentação aeroespacial, instalado no DETI, com capacidade para testar CubeSats e drones. A infraestrutura foi pensada sobretudo para ensino e investigação, mas poderá ser usada por empresas nacionais do setor aeroespacial.
O investimento foi financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência e integra a aposta da academia aveirense no desenvolvimento de tecnologia espacial, área em que a Universidade de Aveiro já mantém colaborações com empresas portuguesas.
Para Oliveira de Azeméis, a participação da ESAN neste projeto reforça a ligação da escola ao desenvolvimento tecnológico aplicado à indústria e à investigação avançada, projetando a instituição local para áreas emergentes como o espaço, os drones e os materiais sustentáveis.
 

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