7 May 2026
A exposição “Gentes de Loureiro”, inaugurada em Loureiro no dia em que o padre Manuel Pires Bastos assinalaria 91 anos, reúne dezenas de fotografias captadas sobretudo nos anos 50, 60 e 70 e mostra uma faceta conhecida do sacerdote: a de fotógrafo atento às pessoas, ao património e à memória coletiva da freguesia.
A sessão de abertura da exposição, com a chancela do Centro de Estudos Padre Bastos e que está patente no Auditório da Junta de Freguesia de Loureiro, serviu não apenas para inaugurar a exposição, mas também para assinalar simbolicamente o aniversário do padre Bastos, figura marcante na freguesia e autor de uma vasta obra ligada à história local e da regiã, à cultura e ao jornalismo.
Durante a apresentação, Manuel Terra, um dos responsáveis do Centro, explicou que a exposição nasceu de uma vontade manifestada pelo próprio sacerdote ainda em vida. “O padre Bastos manifestou uma vontade de fazer uma exposição com fotografias que ele tinha sobre as gentes de Loureiro”, recordou.
Segundo explicou, o trabalho passou pela digitalização de negativos antigos, permitindo recuperar imagens de habitantes, tradições e espaços da freguesia.
A sessão contou também com uma intervenção do vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Rui Luzes Cabral, que leu um poema dedicado ao padre Bastos e recordou algumas memórias pessoais ligadas ao sacerdote.
Entre elas, destacou uma imagem que ficou gravada desde a juventude: ver o padre Bastos a fotografar durante uma procissão religiosa. “Lembro-me perfeitamente de o ver debaixo do pálio com uma máquina fotográfica a fotografar pessoas e casas”, contou.
.A mostra estará patente até cerca de 21 de junho e reúne imagens captadas pela lente do padre Bastos ao longo de várias décadas.
A organização admite a possibilidade de futuramente avançar para a edição de um catálogo, reunindo as fotografias e as identificações recolhidas junto da população durante o período da exposição.