23 Jul 2026
O serviço de bicicletas e trotinetes partilhadas arrancou em dezembro de 2024 como um projeto-piloto privado e sem custos para o município
A empresa responsável pelas bicicletas e trotinetes partilhadas abandonou Oliveira de Azeméis depois de concluir que a operação não era rentável. O CHEGA critica que um serviço apresentado como exemplo de modernidade tenha desaparecido sem explicação pública e exige a divulgação do balanço do projeto.
As bicicletas e trotinetes elétricas partilhadas deixaram de circular em Oliveira de Azeméis porque a empresa responsável concluiu que a operação não era rentável. A decisão partiu da entidade privada que explorava o serviço e não da Câmara Municipal.
O esclarecimento foi prestado por Hélder Simões, depois de Manuel Almeida ter questionado, na última reunião de câmara, o desaparecimento dos veículos e pedido um balanço do projeto apresentado pelo município em dezembro de 2024.
Segundo o vereador socialista, tratava-se de uma experiência-piloto desenvolvida por uma empresa privada e sem encargos para o município. “A empresa fez o seu balanço e comunicou à Câmara que ia abandonar a operação porque entendeu que não era rentável”, explicou Hélder Simões.
O vereador acrescentou que a operadora tomou a decisão ainda durante o período previsto para o projeto. O serviço já deixou de funcionar, embora não tenha sido indicada a data exata em que terminou a exploração.
Manuel Almeida considerou que o desaparecimento das bicicletas e trotinetes aconteceu sem que fosse prestado um esclarecimento público aos oliveirenses.
O vereador do CHEGA recordou que o serviço tinha sido apresentado como um passo importante na promoção da mobilidade sustentável. Durante o período de funcionamento, acrescentou, foram denunciadas situações de veículos deixados em passeios, espaços verdes e parques de estacionamento, dificultando a circulação pedonal e afetando a organização do espaço público.
“Quando um projeto é apresentado como um exemplo de modernidade e desaparece sem qualquer explicação pública, os oliveirenses têm o direito de conhecer a avaliação feita pelo executivo”, afirmou.
Manuel Almeida pediu os números da utilização do serviço, os resultados alcançados e a data em que a empresa abandonou a operação. Questionou ainda quantas reclamações foram recebidas por estacionamento indevido ou abandono dos veículos e quantos acidentes ficaram registados.