S. Martinho da Gândara Freguesias
Fernando Lopes e Luís Ribeiro apresentaram o programa da Festa das Coletividades de São Martinho da Gândara em entrevista à Azeméis TV/FM
São Martinho da Gândara> Após sete anos de interregno
A Festa das Coletividades regressa a São Martinho da Gândara, depois de não se realizar desde 2019, com um novo formato de dois dias que pretende envolver toda a comunidade e reforçar a ligação entre as associações da freguesia.
A iniciativa decorre nos dias 18 e 19 de julho, no Centro Desportivo, e contará com música, animação, gastronomia, motorizadas antigas, jogos tradicionais, insufláveis e um mercadinho. O programa foi apresentado por Fernando Lopes, presidente da Junta de Freguesia de São Martinho da Gândara, e por Luís Ribeiro, ligado à organização da concentração de motorizadas, numa entrevista à Azeméis TV/FM.
No sábado, o programa começa durante a tarde com uma aula de zumba. À noite, atuam os grupos de rap Raptuarium e T3, seguindo-se a atuação de um DJ. A aposta na música urbana procura atrair o público mais jovem e valorizar artistas ligados à freguesia.
“É uma forma de os envolver e de valorizarmos o trabalho deles”, explicou Fernando Lopes, destacando a participação de Tiago, conhecido por Soneca, natural de São Martinho da Gândara e membro dos Raptuarium.
No domingo, realiza-se uma concentração de motorizadas antigas e motos, com um passeio com destino à praia do Furadouro.
Luís Ribeiro espera a participação de modelos clássicos, sobretudo motorizadas de 50 centímetros cúbicos, como Macal e Casal Boss. “Temos muitas motorizadas clássicas na freguesia e queremos também trazer participantes de fora”, afirmou.
Seis associações trabalham em conjunto
A festa contará com a participação de seis associações locais, que vão dividir as tarefas ao longo dos dois dias. A junta de freguesia disponibiliza estruturas, bens alimentares e apoio logístico, enquanto as coletividades ficam responsáveis pela confeção e venda de comida e bebida.
No sábado, o Rancho Folclórico e a Associação de Pais asseguram parte do funcionamento. No domingo, participam a Comissão Fabriqueira, a Escola de Música e o Centro Desportivo, entre outras entidades.
“A ideia é colocar as coletividades a trabalhar umas com as outras e reforçar a união entre as pessoas”, salientou o presidente da junta.
Para Fernando Lopes, o objetivo não passa apenas por ajudar financeiramente as associações. A componente social assume também especial importância, numa altura em que considera que a pandemia e as redes sociais contribuíram para o afastamento entre as pessoas.
“Não é só o dinheiro. A parte social é mais importante. Queremos juntar as pessoas e recuperar o bairrismo que se foi perdendo”.