27 Sep 2026
Cristina Esteves, Jéssica Pires, Maria Fernanda e Maia são alguns dos elementos da Comissão Permanente e fizeram o balanço da Festa do Padroeiro e explicaram uma aposta que este ano cresceu com o alargamento da programação ao sábado.
A Festa do Padroeiro ganhou este ano uma nova dimensão, com a Comissão Permanente da Paróquia de Oliveira de Azeméis a alargar a programação ao sábado e a procurar chegar também aos mais jovens. Cristina, Jéssica, Maria Fernanda e Maia fizeram um balanço positivo da experiência, que a organização quer continuar a fazer crescer sem perder o caráter de proximidade.
O trabalho começou muito antes de abrir a Festa do Padroeiro no Largo de São Miguel. Jéssica Pires, um dos elementos da Comissão Permanente, reconheceu o cansaço provocado por "dois dias intensivos" e por toda a preparação anterior, mas garantiu que o esforço é feito "sempre com muito gosto e muita vontade".
Foi também Jéssica quem explicou que a ideia de dar maior dimensão às celebrações partiu da própria Comissão. "Fomos um bocadinho nós também que nos propusemos a este desafio de fazer uma festa maior de São Miguel", afirmou.
Uma das novidades passou precisamente pelo alargamento ao sábado, com uma programação pensada para diferentes gerações e com uma atenção particular aos mais jovens. A intenção, explicou, é continuar a melhorar a Festa do Padroeiro nas próximas edições.
Coube a Cristina Esteves fazer o balanço da principal novidade deste ano. A Festa do Padroeiro é organizada pela Comissão há três anos, mas até agora a programação estava concentrada no domingo.
"A noite de ontem correu muito bem", afirmou, classificando a estreia do sábado como "uma surpresa muito agradável".
A programação conseguiu ainda levar ao Largo de São Miguel pessoas com diferentes ligações à paróquia. Depois da Eucaristia das 19h00 permaneceu muito do público habitual da comunidade paroquial, enquanto as tunas trouxeram familiares e a atuação da banda de jovens oliveirenses chamou outras pessoas. Já os DJ's conseguiram atrair público de fora de Oliveira de Azeméis.
Cristina contou ainda que houve pessoas que, simplesmente por ouvirem a música, se foram aproximando do recinto. "Acho que foi muito interessante", resumiu.
Maia centrou a intervenção no programa religioso e festivo preparado para a tarde de domingo, nomeadamente na Procissão Solene.
Os diferentes grupos paroquiais foram convidados a incorporar-se na procissão, numa tarde que contou igualmente com o Rancho de Cidacos e a Sociedade Filarmónica Cucujanense.
A recuperação desta componente assume particular importância numa festa que procura voltar a criar hábitos em torno da celebração de São Miguel e do padroeiro da paróquia.
Se o fim de semana concentrou a componente mais festiva, Maria Fernanda lembrou que as celebrações só terminam esta terça-feira, 29 de setembro, dia de São Miguel.
A Eucaristia Solene está marcada para as 21h00 e encerra a componente religiosa da Festa do Padroeiro.
Maria Fernanda falou também da procissão deste domingo, reconhecendo que é ainda "pequenina" e "mais simbólica", sobretudo quando comparada com a tradição já consolidada da procissão de La Salette.
O objetivo passa precisamente por começar a criar esse hábito. "Esperamos que vá continuar e que se torne já uma tradição para todos nós", afirmou, deixando o convite à participação na Eucaristia de terça-feira.
Jéssica deixou também uma ideia para o futuro: a Festa do Padroeiro pode continuar a crescer, mas sem perder a dimensão de proximidade que a organização pretende preservar.
"O objetivo é sempre melhorarmos a cada ano", afirmou, defendendo que a Comissão deve igualmente ouvir as sugestões que chegam da comunidade. A ambição passa por conseguir trazer novas pessoas à festa e dar-lhes também a conhecer Oliveira de Azeméis e a paróquia, mantendo São Miguel como "um evento da comunidade próxima".
A organização abriu ainda a porta à entrada de novos voluntários nas próximas edições, procurando novas ideias e mais pessoas disponíveis para colaborar.
A vertente financeira da festa está igualmente associada às necessidades da paróquia. Maria Fernanda explicou que não existem objetivos comerciais e que a angariação de fundos tem como uma das próximas grandes metas a intervenção no órgão de tubos da Igreja Matriz.
A ideia acaba por resumir o espírito que a Comissão quer imprimir à iniciativa, ou seja, uma festa da comunidade para a comunidade, recuperando progressivamente a tradição em torno de São Miguel.