10 Aug 2026
O caldo verde do Rancho Folclórico Cravos e Rosas conquistou o terceiro lugar e mereceu elogios do júri pelo sabor, textura e consistência.
O Rancho Folclórico Cravos e Rosas conquistou o terceiro lugar no Festival das Sopas das Festas de La Salette com uma das receitas mais conhecidas da cozinha portuguesa. O caldo verde mereceu elogios do júri pelo sabor, textura e consistência e teve também a aprovação do público: uma das panelas chegou a esgotar ainda antes do jantar.
O caldo verde não permitia grandes invenções e Liliana Tavares reconhece isso mesmo. A presidente do Cravos e Rosas considera que a força da proposta esteve precisamente na simplicidade e no respeito por uma receita que a coletividade já conhece bem.
"É mesmo isso. O caldo verde é caldo verde. É uma sopa que não tem nenhum trabalho ou nenhum segredo muito específico", afirmou depois de conhecido o terceiro lugar. Era o segundo ano consecutivo em que o grupo apresentava esta sopa no âmbito das festas, depois de já ter enfrentado noutros anos desafios diferentes, entre os quais a sopa do vidreiro.
A simplicidade não impediu uma avaliação muito positiva. Durante a prova, o chef Lindolfo começou por destacar o aroma e a apresentação, reparando no azeite colocado por cima e na consistência conseguida.
"Cheirinho de caldo verde mesmo. O azeite por cima. Está cremoso", comentou durante a degustação. Seguiram-se os elogios ao sabor, à textura e ao papel do chouriço: "Está cremoso. Está boa a textura. O sabor é do chouriço."
Noutra fase da avaliação, o júri voltou a destacar a textura e considerou que o sabor correspondia ao que se esperava de um caldo verde tradicional, valorizando também a forma como a couve estava incorporada na sopa. "A textura está boa, o sabor está original, um caldo verde", resumiu Lindolfo, que terminou a avaliação com um "está muito bom".
Liliana Tavares recebeu os comentários como um reconhecimento do trabalho de quem esteve na cozinha. "Ficámos muito felizes por isso", afirmou, destacando os elogios ao "sabor, à textura, ao equilíbrio dos sabores".
A avaliação do júri teve correspondência na procura junto da tasquinha do Cravos e Rosas. Na véspera, uma das panelas de caldo verde esgotou ainda cedo e, quando chegou a hora de jantar, já não havia mais para servir.
"Esgotámos a panela e tivemos imensos pedidos de caldo verde. Já não tínhamos mesmo como o fazer", contou Liliana Tavares. Para a presidente da coletividade, parte dessa procura explica-se precisamente pela simplicidade da receita: "É sempre um caldo reconfortante."
A participação nas Festas de La Salette representou também uma semana de trabalho voluntário para os elementos do grupo. Liliana Tavares recordou que a exploração da tasquinha permite angariar receitas para suportar despesas da coletividade ao longo do ano, mesmo obrigando muitos dos participantes a trocar alguns dias de férias pelo serviço no parque.
Mas, lado positivo, houve ainda espaço para brincadeiras entre os elementos e para o convívio interno. "Há momentos de trabalho, mas também há momentos de diversão", resumiu Liliana Tavares, numa semana em que o grupo manteve a tasquinha a funcionar com o trabalho dos próprios associados.