27 Sep 2026
Vasco Pinto Leite recebeu o voto de louvor atribuído à Fundação Condessa de Penha Longa, que celebra 150 anos de uma obra iniciada no antigo Asilo da Gandarinha, em Cucujães.
A Fundação Condessa de Penha Longa recebeu um voto de congratulação e louvor da Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis pelos 150 anos de uma obra que nasceu na Gandarinha, em Cucujães. Criada em 1876 por D. Clementina Pinto Leite, a instituição atravessou cinco gerações da família e mantém na educação e no apoio social os princípios que estiveram na sua origem.
Foi a 6 de setembro de 1876 que começou a história do então Asilo da Gandarinha, criado por D. Clementina Pinto Leite, Condessa de Penha Longa, e pelo marido, D. Sebastião Pinto Leite, Viscondes da Gandarinha. Um século e meio depois, a obra permanece ligada a Cucujães e continua a ter na educação uma das principais formas de intervenção na comunidade.
A Assembleia Municipal assinalou a efeméride com um voto de congratulação e louvor que destacou o percurso da atual Fundação Condessa de Penha Longa nas áreas da educação, solidariedade, assistência social e promoção da dignidade humana.
O reconhecimento foi dirigido também à família Pinto Leite, que ao longo de cinco gerações manteve e desenvolveu a instituição.
Vasco Pinto Leite, que recebeu a distinção em representação da Fundação, regressou à ideia que esteve na génese da obra.
“Quando a minha antepassada constituiu aquilo que era o Asilo da Gandarinha, deixou depois em testamento que isto seria uma instituição que visava basicamente resgatar as pessoas mais carenciadas da região”, afirmou.
E havia uma forma concreta de o fazer: “Através da educação, conseguir promover aquilo que hoje em dia se chama o elevador social.”
A educação não surgiu mais tarde na história da Gandarinha. Fez parte do projeto desde o início.
Nas comemorações dos 150 anos, Vasco Pinto Leite recordou que D. Clementina entendia que ajudar as populações mais pobres não poderia resumir-se à entrega de bens materiais. A mudança teria de passar pela formação e pela criação de novas oportunidades.
Foi nesse contexto que avançou com uma escola primária em Cucujães. Vasco Pinto Leite destacou mesmo que a iniciativa antecedeu em cerca de duas décadas a primeira escola oficial da localidade.
A fundadora manteve uma ligação direta à obra durante várias décadas e deixou, após a sua morte, em 1921, uma instituição que continuou a adaptar-se às mudanças sociais sem abandonar aquela matriz inicial.
“A nossa escola já é um pouco de referência”, afirmou Vasco Pinto Leite na Assembleia Municipal.
Reconheceu que a instituição não consegue atualmente acolher todas as crianças que gostaria, mas garantiu que permanece o objetivo de manter a Fundação como “um baluarte educativo e de sensibilidade humana”.
O voto da Assembleia Municipal acrescenta-se a outras distinções atribuídas no âmbito dos 150 anos. A câmara municipal aprovou também a atribuição da Medalha de Mérito Grau Ouro do Município à Fundação Condessa de Penha Longa.
Na proposta municipal foi destacado o impacto que a instituição teve sobre sucessivas gerações e a capacidade para acompanhar as transformações da sociedade portuguesa sem perder os valores que estiveram na sua origem.
Para Vasco Pinto Leite, as distinções servem também para olhar em frente.
“É mais um incentivo a quem funciona nesta Fundação”, afirmou, deixando um desejo: “Continuarmos a fazer tudo para que esta instituição dure mais outros 150 anos.”