Garagens de 150 mil euros vão libertar lugares no 'Gemini'

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Na Praça da Cidade, um equipamento pensado para estacionamento público acabou parcialmente ocupado por viaturas e equipamentos municipais

Parque da Praça da Cidade tem servido de garagem e depósito da Câmara

Viaturas municipais, carrinhas do Transporte Flexível e parquímetros antigos ocuparam lugares num parque aberto ao público no centro da cidade

Criado para responder à falta de estacionamento no centro da cidade, o parque subterrâneo da Praça da Cidade/Gemini acabou também por servir de garagem e espaço de depósito da Câmara Municipal. 

Viaturas municipais, carrinhas ligadas ao Transporte Flexível e parquímetros antigos ocuparam lugares num equipamento aberto ao público, apesar de o parque estar identificado para utilização em horário próprio, nos dias úteis e aos sábados.

A solução encontrada pelo executivo passa agora pela compra de três frações destinadas a garagem, por trás do Sorvete em Oliveira de Azeméis, num investimento de 150 mil euros. A câmara justifica a aquisição com a necessidade de retirar viaturas camarárias do parque subterrâneo do Gemini e devolver lugares aos munícipes. O Parque de Estacionamento Praça da Cidade, com funcionamento indicado para os dias úteis entre as 8h e as 20h e aos sábados entre as 8h e as 13h e tem sido apontado ao longo dos anos como uma resposta à necessidade de estacionamento no centro urbano, sobretudo numa zona próxima de serviços, comércio e equipamentos culturais. Mas, afinal, os lugares de um parque destinado ao público estavam a ser usados para necessidades internas da autarquia.

Parque “não deve servir como apoio logístico da Câmara”

A ocupação do parque foi levantada por João Costa, vereador da AD, durante a discussão da proposta. O eleito criticou a presença de viaturas municipais, carrinhas e parquímetros antigos no interior do parque subterrâneo, considerando que aquele espaço deve servir os utilizadores do centro da cidade e não funcionar como apoio logístico da Câmara.

João Costa referiu em particular o “depósito de parquímetros” naquele local e apontou ainda a existência de um cone a bloquear o lugar destinado a pessoas com deficiência. Para a oposição, a ocupação do parque retirava lugares aos munícipes num equipamento cuja função principal é garantir estacionamento no centro.

Executivo admite que material “não devia estar ali”

Rui Luzes Cabral reconheceu que os parquímetros antigos “não estão no espaço que deviam estar” e admitiu que a Câmara terá de encontrar uma solução para retirar esse material do parque. A explicação operacional foi dada sobretudo por Hélder Simões. O vereador explicou que parte das viaturas municipais estava antes na garagem do Caracas, mas teve de ser deslocada para o parque subterrâneo devido às obras naquele edifício. Segundo o executivo, a compra das três garagens permitirá retirar essas viaturas do Gemini e libertar lugares para avenças ou estacionamento diário. Em declarações ao Correio de Azeméis, enfatizou no entanto que nunca foram colocados em causa “todos aqueles que quiseram entrar”.

A proposta foi aprovada por maioria, com votos favoráveis do PS, abstenção do CHEGA e votos contra da AD. Pedro Marques justificou a oposição por considerar que a proposta não fundamentava suficientemente o interesse público da aquisição.

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