2 Oct 2026
As falhas da UNIR afetam também as deslocações dos alunos para as escolas, motivando reclamações dos agrupamentos e dos encarregados de educação.
A Transportes Metropolitanos do Porto estuda canalizar cerca de 16 milhões de euros para melhorar a rede UNIR nos lotes com maiores dificuldades. Após Pedro Marques (AD) questionar as falhas, a vereadora Ana Filipa Oliveira anunciou uma reunião com os agrupamentos escolares e os responsáveis pelo serviço, ainda sem data marcada.
Cerca de 16 milhões de euros inicialmente previstos para parques de manutenção e oficinas poderão ser canalizados para melhorar a capacidade e a qualidade da resposta da UNIR, a rede de autocarros da Área Metropolitana do Porto. A possibilidade está a ser estudada pela Transportes Metropolitanos do Porto (TMP), entidade responsável pela gestão dos contratos com os operadores da rede.
A hipótese foi revelada na última reunião da Câmara de Oliveira de Azeméis, depois de Pedro Marques, vereador da AD, pedir esclarecimentos sobre os problemas dos transportes públicos e os resultados do encontro do Executivo com os responsáveis pelo serviço.
“É muito importante percebermos como é que está a UNIR a pensar, a TMP, a pensar nesta matéria relativamente aos transportes, quando nós sabemos que as coisas não estão bem”, afirmou o eleito da oposição.
Na resposta, o presidente da Câmara, Joaquim Jorge, explicou que a possibilidade de alterar o destino daquele investimento foi apresentada pelo presidente da TMP numa reunião realizada na sexta-feira anterior. A hipótese surgiu depois de vários autarcas questionarem a prioridade dada à construção de parques de manutenção e oficinas.
Segundo o autarca, a verba, que estimou em cerca de 16 milhões de euros, poderá servir para “melhorar a capacidade e a qualidade da resposta nos lotes onde se sentisse maior dificuldade”. A alteração ainda depende de estudo e da auscultação dos municípios.
O eventual reforço abrange a rede metropolitana e não constitui uma verba destinada exclusivamente a Oliveira de Azeméis. O município será chamado a apresentar o seu contributo sobre as mudanças necessárias.
Joaquim Jorge criticou também o momento escolhido pela TMP para apresentar o plano de investimentos de 2026: setembro do próprio ano.
“Se nós fizéssemos isso, estávamos desgraçados”, declarou, comparando a situação com uma eventual apresentação do orçamento e do plano de atividades municipais quando o ano já estivesse perto do fim.
Sobre as falhas do serviço, o presidente confirmou que foram reportados problemas surgidos logo no arranque do ano letivo. Acrescentou que as dificuldades abrangem vários municípios e que algumas situações de incumprimento devem ser alvo de penalizações.
A vereadora Ana Filipa Oliveira explicou que a Câmara transmitiu à direção e ao presidente da TMP as reclamações recebidas de agrupamentos escolares e encarregados de educação. Segundo a responsável, existe vontade de resolver as situações sinalizadas.
A autarca referiu também o trabalho desenvolvido com os diretores dos agrupamentos antes do início das aulas, para identificar fragilidades e melhorar a comunicação com a TMP e os responsáveis pelo serviço. O objetivo é evitar que as escolas comuniquem anomalias e fiquem depois à espera de uma resposta, procurando assegurar um contacto direto que permita uma intervenção mais rápida do operador.
Ana Filipa Oliveira salientou que os constrangimentos afetam os alunos e as suas famílias. Nesse sentido, anunciou que está a ser preparada uma reunião entre a Câmara, os agrupamentos escolares e os responsáveis pela UNIR para definir uma metodologia de trabalho e de resposta aos problemas.
“Ainda não temos a data confirmada”, reconheceu, comprometendo-se a transmitir aos vereadores as soluções encontradas após esse encontro.
A responsável pediu ainda que as escolas e os encarregados de educação comuniquem as falhas à Câmara, além de as reportarem à UNIR, para que o município tenha conhecimento das ocorrências e possa intervir junto do operador.