Governo aponta Silampos como símbolo da indústria portuguesa

Cesar

> Ministro e secretário de Estado associaram-se à comemoração em Cesar

A festa dos 75 anos da Silampos contou com as intervenções do ministro da Economia e da Coesão Territorial e do secretário de Estado da Economia. Castro Almeida apresentou a empresa como parte da história do território, enquanto João Rui Ferreira destacou os trabalhadores, a quarta geração familiar e a transformação de uma fábrica numa marca internacional.

A Silampos recebeu na comemoração dos 75 anos o reconhecimento do Governo, da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e dos órgãos autárquicos de Cesar. A sessão contou com as presenças do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, do secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, do presidente da Câmara, Joaquim Jorge, e dos presidentes da Junta e da Assembleia de Freguesia de Cesar, Ângelo Silva e Carlos Costa Gomes.
Perante a família e os trabalhadores, Castro Almeida apresentou a empresa como um exemplo da capacidade industrial portuguesa para conjugar raízes locais, continuidade familiar, profissionalização e presença internacional.
“Há empresas que ultrapassam a dimensão de uma organização. Tornam-se parte da história de um território, da memória das suas comunidades e da afirmação económica de um país. A Silampos é uma dessas empresas”, afirmou.

> EMPRESAS
“Tudo isso vai acabar”
Castro Almeida aproveitou a passagem pela Silampos para concretizar algumas das alterações previstas no novo Código do Licenciamento Empresarial.
O Governo pretende reduzir os casos em que a realização de um investimento depende de licença ou vistoria prévia. O ministro deu como exemplos a instalação de equipamentos de ar comprimido e de sistemas elevatórios, atualmente sujeitos à apresentação de projetos, autorizações e inspeções.
“Tudo isso vai acabar”, garantiu. A intenção é que o empresário comunique o investimento e avance mediante um termo de responsabilidade assinado por um técnico, sem aguardar pela aprovação prévia do projeto e do funcionamento.
O governante classificou a burocracia como um dos principais obstáculos colocados pelo Estado às empresas. Retomou ainda o programa destinado a formar cerca de 100 mil trabalhadores em inteligência artificial, com ações gerais de quatro dias e formações de 15 dias realizadas no “chão de fábrica”.
Castro Almeida sublinhou que a longevidade da Silampos não resulta apenas da decisão tomada pelos fundadores, mas de uma sucessão de investimentos realizados ao longo de três quartos de século.
“Não se investiu apenas há 75 anos. Todos os anos se investe. Permanentemente se investe”, afirmou.
O ministro salientou ainda o peso das empresas familiares, que associou a uma ligação duradoura aos territórios, aos trabalhadores e às comunidades. Na sua perspetiva, a Silampos demonstra que uma empresa familiar pode profissionalizar a gestão, internacionalizar-se e preservar a identidade.
“A tradição e a modernidade não são caminhos opostos. Quando se juntam, podem criar empresas mais fortes e mais preparadas para o futuro”, considerou.
Castro Almeida deixou uma palavra de reconhecimento aos fundadores, à família, à administração, aos trabalhadores e aos parceiros. “Celebrar os 75 anos da Silampos é olhar para o passado com orgulho, mas é também afirmar confiança no presente e no futuro.”

“A alma das empresas é quem trabalha nelas”
O secretário de Estado da Economia trouxe à cerimónia uma ligação pessoal a Aníbal Campos, que conheceu quando ambos presidiam a associações empresariais. João Rui Ferreira assumiu ter aprendido com o administrador e descreveu a entrada na festa como um regresso a um ambiente familiar, por também ter crescido entre fábricas.
O governante destacou a continuidade da Silampos, já com a quarta geração ligada à empresa, e a sua transformação de uma unidade de produção numa marca reconhecida.
Segundo João Rui Ferreira, a Silampos fabrica para algumas das melhores marcas internacionais e representa “muito mais do que a própria empresa”: representa “a força de uma região” e de uma cultura industrial assente no trabalho, na capacidade de produzir e na resposta às dificuldades.
O secretário de Estado disponibilizou-se para ser “embaixador” da Silampos nas suas deslocações internacionais, mas colocou os funcionários no centro da homenagem.
“Uma empresa é mesmo isto. Pode ter um grande líder, mas a alma das empresas é quem trabalha nelas”, declarou.

Cesar entrega Medalha de Honra
A Junta e a Assembleia de Freguesia associaram-se à comemoração com a entrega da Medalha de Honra da Vila de Cesar, Grau Ouro, distinção aprovada por unanimidade pelo órgão deliberativo da freguesia.
O presidente da Junta, Ângelo Silva, recordou que a ligação entre a Silampos e Cesar começou antes da fundação da empresa, através da amizade entre Abílio Campos e Joaquim Silva, que jogavam juntos no Futebol Clube Cesarense.
O autarca destacou o emprego criado ao longo das décadas, a formação profissional, a transmissão de conhecimento tecnológico, o desenvolvimento da economia local e os apoios prestados às instituições, associações e coletividades.
“Falar da Silampos é falar também da vila de Cesar”, afirmou.
O diploma entregue à administração reconhece o contributo da empresa para a projeção da indústria portuguesa e homenageia os fundadores, o Conselho de Administração e os trabalhadores. A Câmara Municipal, representada pelo presidente Joaquim Jorge e pela vereadora Ana Filipa Oliveira, associou-se igualmente à sessão comemorativa.
 

> EMPRESAS
“Tudo isso vai acabar”
Castro Almeida aproveitou a passagem pela Silampos para concretizar algumas das alterações previstas no novo Código do Licenciamento Empresarial.
O Governo pretende reduzir os casos em que a realização de um investimento depende de licença ou vistoria prévia. O ministro deu como exemplos a instalação de equipamentos de ar comprimido e de sistemas elevatórios, atualmente sujeitos à apresentação de projetos, autorizações e inspeções.
“Tudo isso vai acabar”, garantiu. A intenção é que o empresário comunique o investimento e avance mediante um termo de responsabilidade assinado por um técnico, sem aguardar pela aprovação prévia do projeto e do funcionamento.
O governante classificou a burocracia como um dos principais obstáculos colocados pelo Estado às empresas. Retomou ainda o programa destinado a formar cerca de 100 mil trabalhadores em inteligência artificial, com ações gerais de quatro dias e formações de 15 dias realizadas no “chão de fábrica”.
 

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