16 May 2026
Helena Terra, reconduzida na presidência da Assembleia Geral da Oliveirense, valorizou a presença de mulheres e jovens no ato eleitoral e defendeu maior participação dos sócios na vida associativa do clube.
Reconduzida na presidência da assembleia geral da União Desportiva Oliveirense, Helena Terra destacou como sinal positivo a presença de mais sócias do que sócios no ato eleitoral e a participação de jovens “a rondar os 20 e poucos anos”. Apesar de reconhecer que a votação ficou aquém do desejável, defendeu que a vida associativa é uma escola de cidadania e que “votar não é só um direito”, mas também um “poder-dever”.
Também reconduzida na presidência da Assembleia Geral, Helena Terra destacou dois sinais positivos no ato eleitoral: a presença de mais sócias do que sócios e a participação de muitos jovens.
“Votaram mais senhoras. E há outra coisa que quero deixar registada: apareceu muito jovem a votar, o que me deixa satisfeita. Faz-me perceber que o clube pode ter futuro e que, quando nós já não estivermos cá, estarão cá outras pessoas com certeza absoluta”, afirmou.
Para Helena Terra, a participação dos mais jovens na vida associativa é um sinal relevante, não apenas para a Oliveirense, mas para a comunidade. “É importante para mim que a juventude, o pessoal da rota dos 20 anos, se interesse pela vida da nossa comunidade, independentemente de ser outra associação ou de ser a União Desportiva Oliveirense.”
A presidente da Assembleia Geral alargou a reflexão ao défice de participação cívica. “Temos um défice de participação de cidadania. Por isso fico contente por ter visto mais senhoras sócias a votar do que cavalheiros e por ter visto muitos jovens, a rondar os 20 e poucos anos.”
Helena Terra reconheceu, ainda assim, que os números de participação foram baixos, enquadrando essa realidade numa tendência mais geral de afastamento dos cidadãos de atos eleitorais e associativos.
“Os números de participação são baixos”, admitiu, lembrando que o mesmo fenómeno se verifica em diferentes momentos da vida democrática. Para a responsável, é preciso recuperar a noção de que votar tem uma dimensão cívica profunda.
“Enquanto nós não conseguirmos perceber que votar não é só um direito, votar não é só um poder, é um poder-dever, é no exercício deste poder-dever que se realiza aquilo que qualquer um de nós tem para dar à sua comunidade, que é o exercício da sua cidadania”, afirmou.
A dirigente defendeu que a participação associativa é também uma escola de cidadania. “Em todas as associações por onde passei, em todas aquelas onde estou ainda hoje, sempre aprendi coisas. Espero ter dado a contribuição possível em cada momento, mas fui eu que fiquei a ganhar.”
No final, Helena Terra deixou uma mensagem de valorização do movimento associativo e da própria identidade da Oliveirense. “O nome por que sempre foi conhecido este clube foi União, e União é aquilo de que nós precisamos ao nível desportivo, associativo, cultural, a todos os níveis.”