19 Jan 2026
Helena Terra e Bruno Aragão resumem as opções que os portugueses terão na segunda volta: “É a escolha entre a serenidade e a responsabilidade contra a turbulência e a crispação”
“As pessoas apreciam a naturalidade e a verdade”
Mandatária e líder local do PS em Oliveira de Azeméis analisam vitória de Seguro e projetam embate decisivo com Ventura.
Helena Terra, mandatária concelhia da candidatura de António José Seguro, e Bruno Aragão, presidente da Comissão Política concelhia do PS, estiveram nos estúdios da Azeméis TV para comentar os resultados da primeira volta das eleições presidenciais. Ambos destacaram a forte mobilização do eleitorado no concelho e a clareza da escolha que os portugueses terão de fazer no próximo dia 8 de fevereiro, num confronto que opõe modelos de governação e perfis pessoais distintos.
A derrota da abstenção "O primeiro derrotado deste ato eleitoral foi a abstenção, o que é de salientar e é um excelente sinal para o futuro. Quanto maior for a participação dos portugueses, maior é a representatividade e a possibilidade de afirmação do nosso mais alto magistrado da nação em Portugal e no mundo". Helena Terra
A valorização da verdade "Oliveira de Azeméis tende a seguir a tendência nacional e a vitória deve-se a uma candidatura mais urbana, moderada e institucional na forma de fazer campanha. As pessoas apreciam a naturalidade e a verdade, e o António José Seguro apresentou-se como é, sem se sentir forçado a ser aquilo que não é". Bruno Aragão
Serenidade contra a crispação "Os portugueses perceberam que precisamos de alguém com a serenidade bastante para temperar a crispação política e social que temos vivido nos últimos tempos. António José Seguro apresentou-se sem amarras e é um verdadeiro institucionalista, algo fundamental num tempo em que as instituições passam por uma crise". Helena Terra
Humildade perante o eleitor "Devemos ser humildes porque o voto pede-se e temos de explicar às pessoas qual é a diferença entre votar num candidato ou noutro, pois o voto é sempre delas. Esta vai ser uma discussão entre dois perfis absolutamente diferentes para a Presidência da República e temos de mostrar que há uma escolha certa". Bruno Aragão
Um duelo de modelos "A opção na segunda volta é muito clara: de um lado temos um populista e do outro um institucionalista. É a escolha entre a serenidade e a responsabilidade contra a turbulência e a crispação, e eu estou convencida de que os portugueses vão perceber o que está em causa". Helena Terra
O papel decisivo do cidadão "O papel de cada cidadão vai ser absolutamente decisivo nestas três semanas para convencer a pessoa que está ao lado, no trabalho ou na família. Procuraremos chegar às pessoas de muitas formas, seja pelas redes sociais, pelo papel ou pelo contacto porta-a-porta, secundando a estratégia definida centralmente". Bruno Aragão