30 Apr 2026
Empresas e Empresários Concelho
Martinho Oliveira, diretor da Escola Superior Aveiro Norte, à margem do open house da CHETO, onde analisou o impacto da inteligência artificial na indústria em declarações à AzeméisTV
O diretor da Escola Superior Aveiro Norte, dr Oliveira de Azeméis, defende que a inteligência artificial será cada vez mais decisiva, mas como parceira — e não substituta — da decisão humana.
A inteligência artificial vai transformar empresas, territórios e processos de decisão, mas não retira ao ser humano o papel central. A leitura é de Martinho Oliveira, diretor da Escola Superior Aveiro Norte, que tem uma visão equilibrada sobre uma das principais mudanças tecnológicas da atualidade.
“Não vai haver um ofuscar da inteligência humana”, afirmou, rejeitando cenários de substituição.
Para o académico, a inteligência artificial deve ser vista como “um parceiro” na tomada de decisões, incluindo aquelas com maior impacto estratégico.
Martinho Oliveira sublinha que esta realidade já está em curso. “Já está a acontecer”, disse, apontando o uso crescente de dados e algoritmos no apoio à decisão. No futuro, antecipa, essa presença será ainda mais forte e “omnipresente”.
O ponto de partida continua a ser a informação. “Ou tem dados ou não é inteligência”, afirmou, defendendo que a qualidade dos dados será determinante para os resultados. Na indústria, isso traduz-se numa maior interligação entre máquinas, sistemas e pessoas.
Apesar do avanço tecnológico, deixa a garantia: o controlo permanece humano. “Somos nós que ainda temos a ficha da corrente elétrica e podemos desligar a qualquer momento”, afirmou, sublinhando que a decisão final continuará a depender das pessoas.